quinta-feira, 16 de junho de 2011

Jovens Missionários, anunciadores da esperança.

Um mês já se passou da Beatificação de João Paulo II, mas gostaria de rever com vocês algumas palavras que como missionário da juventude nos convida a refletir.

Hoje penetra no inconsciente coletivo da juventude uma incerteza na esperança, ainda mais quando vemos realidades juvenis trágicas, o assassino em realengo no Rio é aí uma ponta do aiceberg, muitos jovens sem esperança por vários motivos perdem a vida ou tira de outros.

Em 1985 João Paulo II nos convida a ter esperança em nossa juventude.

“Estai sempre prontos para uma resposta vitoriosa a todo aquele que vos perguntar acerca da esperança que vos anima.”

São estes os votos que faço, pensando em vós, jovens, desde o início do ano corrente. Este ano de 1985 foi proclamado pela Organização das Nações Unidas o Ano Internacional da Juventude; e este fato reveste-se de múltiplo significado antes de tudo para vós mesmos; mas igualmente para todas as gerações, para toda a sociedade. (...)

Dado que o homem é o caminho fundamental da Igreja, caminho da sua vida e experiência quotidianas, assim se compreende bem por que é que a mesma Igreja atribui uma importância especial ao período da juventude; trata-se de uma etapa-chave na vida de todos os homens. Vós, jovens, encarnais precisamente esta juventude: sois a juventude das nações e das sociedades, a juventude de todas as famílias e da humanidade inteira; vós sois também a juventude da Igreja. Todos, temos o olhar voltado na vossa direção, uma vez que todos nós, em certo sentido, nos tornamos continuamente jovens, graças a vós. E por isso a juventude não é somente coisa própria vossa, propriedade pessoal ou de uma geração: Ela faz parte do conjunto daquele espaço que cada um dos homens percorre no itinerário da sua vida e, ao mesmo tempo, é um bem especial de todos. É um bem da própria humanidade.

Em vós está a esperança, uma vez que vós pertenceis ao futuro, como o futuro a vós pertence. Com efeito, a esperança está sempre ligada ao futuro, é o anelo pelos “bens vindouros”. Como virtude cristã ela anda unida à expectativa daqueles bens eternos que Deus prometeu ao homem em Jesus Cristo. E simultaneamente esta esperança, como virtude a um tempo cristã e humana, é expectativa dos bens que o homem tornará realidade, utilizando os talentos que lhe foram dados pela Providência.

É neste sentido que a vós, jovens, pertence o futuro, como pertenceu, alguma vez, à geração dos adultos e exatamente juntos com eles se tornou atualidade. Desta atualidade, das suas múltiplas formas e da sua configuração, em primeiro lugar são responsáveis os adultos. A vós cabe a responsabilidade daquilo que um dia se tornará atual juntamente convosco e que, agora, ainda é futuro.

Quando dizemos que o futuro vos pertence, nós pensamos com categorias da transitoriedade própria do homem, cuja vida é sempre uma passagem no sentido futuro. Quando dizemos que o futuro depende de vós, pensamos com categorias éticas, segundo as exigências da responsabilidade moral, que nos impõe atribuir ao homem como pessoa – e às comunidades e sociedades que são compostas de pessoas – o valor fundamental dos atos, dos projetos, das iniciativas e das intenções humanas.

Esta dimensão é também a dimensão característica da esperança cristã e humana. E é segundo esta dimensão que o primeiro e principal voto, que a Igreja pela minha boca vos dirige, a vós jovens, no decorrer do Ano dedicado à Juventude é este: “estai sempre prontos para uma resposta vitoriosa a todo aquele que vos pergunta acerca da esperança que vos anima.” (Introdução da Carta apostólica do papa João Paulo II aos jovens e às jovens por ocasião do Ano Internacional da Juventude)

Portanto, peçamos a intercessão do Beato João Paulo II por toda nossa juventude e de modo especial a juventude missionária, para que o seu diferencial possa realmente ser o anúncio da esperança a outros jovens, aos jovens que estão na margem da sociedade fazendo-os acreditar que é possível viver uma juventude sadia, assim estaremos sendo solidários como missionários que somos.

Pe. Marcelo Gualberto
Secretário Nacional da Obra da Propagação da Fé
Publicado na Revista Missões - Junho2011

Um comentário:

Jovens Missionários disse...

Há jovens a nossa vota que ainda não sabem prq estão aqui... esperamos q nós como ovens missionários possamos mostra-lhe um caminho livre e seguro de todas as artimanhas do mundo!