sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Missão Sem Fronteiras da JM inicia visitas missionárias


Acontece nas paróquias Santa Cruz e Santa Isabel, ambas localizadas na cidade de Viamão, região metropolitana de Porto Alegre (RS), a III Missão Sem Fronteiras da Juventude Missionária (JM). A iniciativa promovida pela Pontifícia Obra da Propagação da Fé (POPF) reúne este ano mais de 60 jovens de todo o Brasil. A missão teve início no dia 11 de janeiro e se estende até o dia 21.

Na última segunda-feira, 15, os jovens vivenciaram um momento de aprendizado e comunhão com a natureza na “Quinta da Estância”, uma fazenda de turismo rural pedagógico que tem como objetivo transformar experiências desafiadoras em conhecimento aplicado à vida. Esta atividade tinha como meta proporcionar aos jovens a dinâmica do Bem Viver, em contato com a natureza e consigo mesmos, estimulando-os com tarefas a serem realizadas em equipe, fomentando o espírito de liderança e cooperação. O dia culminou com a Santa Missa realizada à sombra de uma figueira de mais de 300 anos.

“É motivo de muita alegria podermos celebrar juntos a Eucaristia debaixo desta figueira. Ela me recorda a África, onde as árvores eram o local de encontro da comunidade e a Igreja aonde partilhávamos a Palavra e a Eucaristia”, afirmou o secretário nacional da Obra da Propagação da Fé, padre Badacer Neto. “A partir destas palavras, lembramos a universalidade da missão, que não tem fronteiras, fazendo-se presente nas mais diversas realidades, promovendo a fraternidade pelo anúncio do Evangelho”.


Logo no dia 16, os jovens iniciaram as visitas missionárias no Assentamento Filhos de Sepé, onde em torno de 400 famílias residem há 18 anos em uma área de 10.500 hectares considerada a maior produtora de arroz orgânico da América Latina. A acolhida foi feita pelo padre Inácio Messa e por lideranças do Assentamento, que apresentaram a história e a organização do lugar. No decorrer do dia, os jovens foram percebendo que a realidade do Assentamento é de pessoas trabalhadoras, que lutam pelos seus direitos e que fazem a experiência do trabalho comunitário. As histórias compartilhadas ajudaram a desmistificar muitos preconceitos em relação aos membros do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), diferente muitas vezes daquilo que a grande mídia apresenta.

“Basicamente, toda a fonte de renda do Assentamento vem da cultura do arroz orgânico, criação de gado leiteiro e venda de hortaliças nas feiras da região metropolitana de Porto Alegre. Por ser uma área de preservação ambiental tudo que é produzido dentro dessa região é de origem orgânica, sem uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos”, destacou uma moradora do local.


Na passagem pelas casas, os missionários se depararam com diferentes realidades de jovens, crianças, idosos, todos com suas histórias de vida e abertos a alegria do Evangelho, como destaca Gabriel, jovem do Acre, que se emocionou ao ouvir a prece de uma criança lembrando das outras crianças que não têm lar para morar. “São nesses momentos que percebemos que nós não estamos aqui para ensinar, mas sim para aprender juntos com cada história, conversa e risada, pois nós somos reflexo de Deus para essas pessoas e elas são reflexo de Deus para nós”, afirmou Gabriel.

A primeira Missão Sem Fronteiras ocorreu em 2015 no município de Ananindeua, região metropolitana do Pará. Já a segunda experiência em Itapebuçu, distrito de Maranguape no sertão do Ceará.

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