terça-feira, 4 de abril de 2017

Juventude Missionária planeja ações para o próximo triênio


Doze jovens da Juventude Missionária (JM) do Brasil, o secretário nacional da Propagação da fé, o diretor nacional da POM e um casal de assessores, estiveram reunidos neste final de semana, dias 31 de março a 2 de abril, em Brasília (DF), para elaborar plano de ação para o próximo triênio.

O ponto de partida do planejamento foram as deliberações da Assembleia Nacional da Propagação da Fé realizada em dezembro de 2016 que apontou prioridades a partir de sondagem. O levantamento obteve respostas de 276 grupos de Juventude Missionária. Todo este processo vem sendo assessorado pelo casal Joaquim Alberto e Raquel Pulita Andrade Silva, especialistas em processos juvenis.

As atividades foram pensadas a partir de três linhas de ação: formação, missão e articulação. Em cada eixo, um grupo apresentou propostas de atividades. O secretário nacional da Obra Propagação da Fé Padre, padre Badacer Neto, recordou a palavra de Jesus na ressurreição de Lázaro. “Vem para fora! A Juventude Missionária, assim como Lázaro, ouviu o chamado de Jesus para sair e vir para fora. O chamado ecoou em seu coração e a partir de então já não conseguem mais ficar imóveis, presos às ataduras nem às pedras que as imobilizavam”, observou o padre. Diante das dificuldades, “passo a passo vão removendo ataduras e pedras num caminho de comunhão e participação, tornando visível um rosto de Igreja sinodal e em saída onde todos podem contribuir em todas as estâncias. A vida vai florescendo”. Segundo padre Badacer, já não se trata apenas de eventos ou cumprimentos de agendas, “mas de processos que se desencadearam na vida de cada jovem e da JM como um todo”.

Padre Maurício Jardim, diretor nacional da POM, destacou a guinada no caminho da JM. “Este processo representa uma mudança no esquema de planejamento da JM. Pensar ações para três anos com protagonismo juvenil, implica numa prática mais comprometida onde todos estão envolvidos. O grupo que realizou o planejamento é excelente, traz vivências de processos nas bases e nas coordenações”.

Camila Fernandes, da arquidiocese de Teresina (PI), referencial do grupo de Articulação destaca as diferentes formas de comunicação. “Disponibilizaremos no site das POM, uma forma de cadastramento dos grupos da JM e seus assessores. Outra inciativa será a elaboração de formulários que sejam objetivos e ajudem o secretário nacional no monitoramento semestral das atividades da coordenação estadual. O empenho de cada um dos participantes e a contribuição efetiva com o secretário nacional da Obra, foi muito positivo. Estou feliz em oferecer esta contribuição para o triênio. Sinto-me bem em ajudar e servir”, relatou a jovem.

Jadson Bezerra, da arquidiocese de Olinda e Recife (PE), referencial do grupo Formação destaca a produção de subsídios. “Nestes três anos produziremos uma coleção de cinco volumes, sendo que o primeiro será um Marco Referencial da JM contendo seu carisma, identidade, metodologia e missão”. Este texto irá substituir o livro “Um passo a diante”. “Os demais volumes irão seguir os passos do processo da formação do discípulo missionário”.

O eixo da formação definiu também, a continuidade da temática “Educar para o Bem Viver” para o próximo triênio, sendo que em cada ano será inserido um tema específico. Também serão produzidos o terceiro e quarto módulos da Jornada do Jovem Missionário (JJM), além de vídeos de formação e oportunidades em cursos de missiologia.

Por sua vez, Daniel Padre, da arquidiocese de Vitória da Conquista (BA), compõe o eixo da Missão. “Este final de semana foi muito esperançoso, pois conseguimos visualizar de forma mais detalhada os próximos três anos. É um processo sinodal e de comunhão. Lembramos as palavras motivadoras da nossa última Assembleia: Memória, Coragem e Esperança. Memória da primeira reunião de articulação da JM em maio de 2005 e do empenho dos secretários nacionais que favoreceram este processo. Coragem de assumir todos os trabalhos em equipe e esperança neste planejamento para os próximos três anos”, avaliou Daniel.


Este eixo também definiu que irá elaborar uma cartilha para orientar as diferentes experiências missionárias em três âmbitos: em casa, fora de casa e na casa do outro. As experiências nacionais de missões promovidas pela JM irão continuar sendo que, para 2018, foi indicado o Regional Sul 3 (Rio Grande do Sul), para acolher esta iniciativa. Na casa do outro foi assumido o projeto ‘Juventude ad gentes’. Em julho de 2018 a intenção é que quatro jovens sejam enviados por suas igrejas locais para o Haiti e Moçambique, integrando-se o Projeto da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e do Regional Sul 3, respectivamente.

Na opinião de Joaquim Alberto que com Raquel Pulita Andrade Silva, assessorou os trabalhos, “a Juventude Missionária deu um passo importante em seu processo de organização de articulação. Após a Assembleia realizada em dezembro de 2016, a JM consegue organizar e sistematizar seu plano de atividades para o próximo triênio. Considero um avanço significativo para a caminhada madura e fortalecida de uma organização que tem feito um trabalho diferenciado junto aos jovens do país”.

O encontro concluiu com a definição da próxima Assembleia Nacional da JM para o final de 2019 e, para celebrar os 15 anos de caminhada, a realização de um Congresso Nacional da JM, em 2020.

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