sábado, 2 de janeiro de 2016

Juventude Missionária - 10 Anos


Há 10 anos iniciava-se a articulação da Juventude Missionária (JM) no Brasil. Motivados pelo anseio de dar continuidade à vocação missionária, jovens vindos da Infância e Adolescência Missionária (IAM) se organizaram para continuar o compromisso de se fazerem amigos de todas as crianças do mundo. Nascia assim a atividade da Obra da Propagação da Fé que, em uma década de trabalho, expandiu-se para todos os estados do Brasil.

Para celebrar a primeira década de história, a secretaria nacional da Obra motivou os grupos a percorrerem, durante este ano, o itinerário formativo denominado Jornada do Jovem Missionário (JJM). Baseado no caminho missionário proposto pelo Documento de Aparecida, o material está organizado em quatro módulos: Escuta; Encontro; Seguimento; e Missão. Os módulos são disponibilizados mensalmente no site das Pontifícias Obras Missionárias. E para encerrar as celebrações dos 10 anos de caminhada, 70 jovens do Brasil farão, nos dias 05 a 15 de janeiro de 2016, uma experiência missionária junto às comunidades de Ananindeua no Pará.

Chamados a ser juventude inquieta e solidária, os membros da JM dão testemunhos de vida e se envolvem com a missão. É próprio dos jovens missionários a participação e a articulação na vivência de uma Igreja Samaritana. Nesse sentido, a JM trabalha na formação missionária dos jovens para que estes se façam profetas do amor, na esperança de contribuir com uma sociedade mais fraterna, justa e solidária. Abaixo seguem seis testemunhos que contribuíram com a caminhada da JM no Brasil.

"Ter a Juventude Missionária oficializada como parte da Obra da Propagação da Fé, em 2005, foi indiscutivelmente um presente de Deus não só para os jovens que já tinham passado pela IAM e que permaneceram com o carisma da missão universal, mas também para a Igreja do Brasil. Em 10 anos de caminhada já vemos tantos frutos em todo país: vocações sacerdotais, religiosas, famílias missionárias, novos assessores da IAM, jovens colocando sua escolha profissional a serviço da missão, jovens se dedicando à missão além-fronteiras e, sobretudo, jovens assumindo o protagonismo na evangelização. Por isso, louvamos e agradecemos a Deus, pois em meio ao desafio que é o trabalho com a juventude, Ele nos fortalece e nos guia com seu Espírito, confirmando que a JM é sim obra de Deus!"
Luane Lira, JM de Alagoas.

"Sou muito grata a Deus por ter vivido minha juventude na Juventude Missionária. Em 2007, a proposta era expandir a Juventude Missionária no Brasil. O livro “Um Passo Adiante” foi de grande valia para o início dos grupos. Outro fato importante foi o nosso 1º Encontro Nacional, pois foi um momento de partilha e também de estruturação envolvendo todo o Brasil. Lembro-me que refletimos o papel dos jovens missionários frente ao apelo lançado pela Missão Continental, a missão ad gentes e o Documento de Aparecida. Afirmo com alegria que vale a pena ser jovem missionário. A Obra da Propagação da Fé dá sentido à vida."
Érica Júlia, JM de Minas Gerais.

"Lembro-me que fomos apresentados à JM como uma proposta simples e sem almejar grandes estruturas e números. No Ceará, prontamente, aceitamos o convite, mas não tínhamos a dimensão de que iniciaríamos o percurso para um grande aprendizado na vida. Inicialmente contamos com a ajuda de poucas pessoas, mas a força e a animação nos levavam a lugares que, analisando hoje, não entendo como chegamos. Muita ousadia! Imagine só: começar pela sementinha, cativando padres, religiosas, leigos, com muitos "não, agora não" ou "já tem tanto grupo, pra que mais um?". Pouco apoio, mas muito trabalho e amor. Hoje vejo os frutos desse amor missionário."
Sara Guerra, JM do Ceará.

"Um trabalho que era apenas um projeto. No início a discussão maior era buscar definir uma identidade, uma marca que faria com que outros jovens se reconhecessem enquanto jovens missionários. Conseguimos muito mais: cativamos muitas pessoas a mudarem de vida, a assumirem o compromisso missionário. Movimentamos famílias, comunidades, dioceses. Hoje a JM está presente em todo território nacional e eu tenho o maior orgulho por ajudar a construir essa caminhada desde o seu início no estado de São Paulo e no Brasil. Que a JM de hoje seja responsável por mais 10, 20, 30 anos de história."
Tiago Scalco, JM de São Paulo.

"Durante os três anos que estive como secretário da Pontifícia Obra Propagação da Fé (2011-2014) tive a alegria de ver e colaborar com uma geração que continua um processo missionário assumido como um estilo de vida. Outrora eram crianças e adolescentes que deixaram ser moldados pelo ardor missionário. Agora são jovens protagonizando uma Igreja mais missionária. Parabéns JM do Brasil pelos seus 10 anos sendo solidários com tantos jovens."
Padre Marcelo Gualberto, da diocese de Uruaçu (GO).

"A Juventude Missionária desperta as juventudes para formas de vida desapegadas, promovendo a cultura do encontro onde o maior valor é o ser humano. É preciso se desapegar das vaidades, de pensamentos egoístas e ambiciosos para preencher esse vazio com Jesus, presente na vida do próximo. Na criação Deus criou a humanidade e a fez à sua imagem e semelhança. Se hoje compreendessemos isso, teríamos buscado o encontro, o diálogo, o entendimento e o respeito mútuo, o que teria promovido nosso tão sonhado desenvolvimento humano. A JM nos desperta para essa missão."
Solivan Altoé, JM do Espírito Santo.

Que a memória do passado e o protagonismo do presente edifiquem bases sólidas para o futuro.

Guilherme Cavalli,
Secretário da Obra da Propagação da Fé

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