sábado, 10 de janeiro de 2015

Santa Sé doa 3 milhões de euros para combate à febre hemorrágica Ebola


A Santa Sé quer expressar seu forte apreço às Igrejas Católicas locais da Guiné, Libéria e Serra Leoa por sua resposta tempestiva à crise causada pelo vírus da febre hemorrágica Ebola. Para aumentar ulteriormente seus esforços, e como resposta concreta à emergência, oferece uma contribuição financeira de três milhões de euros.

O engajamento da Igreja no combate à difusão do vírus está contido num documento intitulado “A resposta da Igreja Católica à emergência Ebola” redigido pelo Pontifício Conselho da Justiça e da Paz. O documento descreve, pela primeira vez, uma resposta pastoral a uma doença relativamente nova que devastou indivíduos, famílias inteiras e também comunidades, especialmente nestes três países da África Ocidental.

Santa Sé encoraja outros benfeitores
Os fundos serão colocados à disposição de estruturas mantidas pela Igreja para melhorar a assistência que oferecem mediante instituições de saúde, iniciativas comunitárias e o cuidado pastoral oferecido aos enfermos e aos agentes da saúde.

A Santa Sé encoraja também outros benfeitores, privados ou públicos, a contribuírem para o incremento dos fundos em sinal de solidariedade para com aqueles que sofrem grandemente nestas regiões atingidas pela doença.

A soma oferecida pelo Vaticano será utilizada, entre outros, para a aquisição de produtos de saúde de primeira necessidade, para o transporte dos doentes e para a reforma das estruturas.

Parte da contribuição será destinada aos residentes de áreas circunscritas a fim de desenvolver e reforçar estratégias voltadas a evitar a expansão da doença. Fundos serão destinados também para ajudar as famílias atingidas pelo vírus e aos menores que ficaram órfãos.

Assistência e formação
Em sua resposta pastoral, a Santa Sé contribuirá para a assistência às pessoas atingidas pelo vírus através da formação e da ajuda aos sacerdotes, às religiosas e aos religiosos empenhados em atividades pastorais, a fim de que sejam melhor preparados para enfrentar as necessidades de ordem física, psíquica e espiritual dos doentes e daqueles que sofrem.

A Santa Sé concentrará suas ações nas paróquias, vez que grande parte da atividade da Igreja se realiza no contexto da paróquia, que é uma importante instituição basilar no combate às consequências provocadas pelo Ebola, que estão emergindo como um problema sério, particularmente para os sobreviventes da febre hemorrágica.

A Igreja permanece ao lado das populações
O compromisso da Igreja Católica na resposta à emergência Ebola conta com as comunidades locais. A Igreja – lê-se no documento – “não vem e vai; as pessoas recorrem a Deus em situações de medo e de necessidade. Esta Igreja é uma testemunha visível da presença de Jesus Cristo em todos os tempos, mas particularmente em tempos de dificuldades”.

FONTE: Rádio Vaticana - 07/01/2015

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