quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Assim foi o ano de 2013!


Queridos jovens, o ano de 2013 ficará marcado em nossa memória como o ano que os olhos da juventude puderam brilhar e demonstrar muita alegria. Isso pela certeza de que os jovens não estão sozinhos na luta, pois tanto a Igreja quanto a sociedade querem, como fez Cirineu, ajudar a carregar a Cruz, a qual se apresenta em nosso dia a dia.

Como esquecer as reflexões da Campanha da Fraternidade (CF 2013) que reascendeu, no interior da Igreja, o olhar para a realidade de uma juventude que não é um mar de rosas? Vimos que, diante das desigualdades sociais, não basta simplesmente rezar para resolver. A CF 2013 quis mostrar que o jovem está inserido em uma realidade social e que merece toda atenção não só da Igreja, mas também do Estado.

A Semana Missionária que tivemos por todo o Brasil despertou, nas comunidades que estavam entristecidas, novo desejo em continuar a caminhada com a alegria cristã emanada do próprio Jesus, além de fortalecer aquelas que já vinham animadas. O marco desse processo de evangelização juvenil teve uma grande celebração que foi a JMJ Rio 2013, a qual nos fez olhar o mundo, cada vez mais, como irmãos. De fato, pudemos perceber que a Igreja no mundo ainda está jovem e alegre em seguir Jesus.

Como Juventude Missionária (JM)? Sempre fica a pergunta ao término de mais um ano: alcançamos os nossos objetivos? Crescemos na fé e na solidariedade para com nossos irmãos? É hora de avaliar, é hora de deixar os pessimismos e as indiferenças para trás e com o pé no chão ver o que fizemos, pontuando onde poderíamos ter crescido mais. E se não crescemos, identificar os obstáculos que dificultaram e, se possível, superá-los, traçando metas e novas metodologias para que, em 2014, possamos fazer com que a missão fique cada vez mais forte e real entre os jovens.

Olhando o trabalho realizado em toda Juventude Missionária animada pelas POM no Brasil, podemos dizer, sem medo, que se realizaram passos gratificantes. Mais que ter dados ou números, podemos dizer que este ano tivemos a graça de fortalecer, nos grupos de base, o carisma, a identidade e a metodologia que nos caracteriza como uma Obra que quer viver a missão em sua realidade local e, igualmente, lançar-se na realidade além-fronteira do jovem.


Estamos conscientes que a JM do Brasil, nos mais diversos rincões, foi conscientizada pela grande dádiva missionária que Jesus nos convocou a viver, e que, com o Batismo e a Confirmação, Ele mesmo nos fortalece em nosso caminhar: “Ide e fazei discípulos todas as nações!” (Mt 28, 19). Com este mandato, nós JM temos consciência de que não somos encarcerados em viver a missão só em nossas comunidades, paróquias ou dioceses, mas chamados a olhar para fora da janela e ver que o campo missionário é bem maior entre os que olham de dentro pra fora, muito mais dos que olham apenas de fora pra dentro.

Além da JM pelo Brasil vemos, com muita esperança, o avanço em 2013 do projeto das Famílias Missionárias que vem se concretizando e que já realizamos dois encontros específicos para sua apresentação: em Palmas (TO) e Carpina (PE).

Nos dias 12 a 15 de dezembro, nos reunimos em Assembleia, na sede nacional das POM, em Brasília (DF), os representantes da JM, Famílias Missionárias, Idosos e enfermos missionários. Ações como essas compõem a Obra da Propagação da Fé para olhar, avaliar e planejar nossa caminhada pelo Brasil. Graças a Deus, na partilha dos trabalhos realizados nos regionais e nos grupos de base, constatamos um real crescimento das atividades em todas as frentes da Obra.

“Um pouco de perfume sempre fica nas mãos de quem oferece flores” (Provérbio Chinês).
Três anos se passaram desde que eu assumi o secretariado nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé. Agradeço pela graça de viver esta experiência. A princípio o medo quase toma meu coração, mas ao reconhecer que era Deus quem me chamava, respondi como o profeta Isaías: “Eis-me aqui, Enviame”. Confesso que respondi sem saber qual era o mar em que colocava o meu pequenino barco. Outra inquietação tocou meu coração: para onde remar? Jeremias escutou e seguiu o chamado. Assim eu também procurei seguir os passos do profeta que ouviu: “A quem eu te enviar irás”. Mesmo em minhas limitações e perante obstáculos, fiquei para dar minha contribuição e meu auxílio. Apesar da minha inexperiência nesta Obra, Propagação da fé aprendi a amar e a alimentar, com a missão além fronteira, o coração de um jovem padre. Hoje sou imensamente agradecido pela oportunidade de ver a Igreja não como uma mera estrutura, mas como comunidade constituída por um povo que, por mais diversificado que seja, tem um único objetivo: estar junto de Jesus. E a missão desempenhada me ensinou a ser o meio mais coerente para que isso de fato aconteça.

Como padre diocesano, fui solicitado por meu bispo para retornar à minha diocese de Uruaçu (GO) em 2014. Lá uma nova missão me espera, mas com certeza, depois deste tempo vivendo esta experiência nas POM, posso afirmar que a missão além-fronteiras está impregnada em meu ministério sacerdotal. Onde eu estiver trabalharei para que tenhamos uma comunidade cada vez mais missionária, vivendo a proposta de Jesus sublinhada pelo papa Francisco na JMJ Rio 2013: “Ide, sem medo servir!” Ser missionário é entrar na aventura do encontro com Deus e com os irmãos e irmãs, em especial nas periferias existenciais e geográficas. Vivamos esta aventura!

Aproveito para agradecer a você que faz parte desta Obra, que ama e divulga suas atividades. Obrigado pela dedicação, pelo tempo gasto em assessorias, orientação e vivência com os grupos. Tenha a certeza de que o êxito desta Obra, em todas as suas expressões, só é possível porque pessoas como você acreditam nesta grande missão. Agradeço também aos colegas das Pontifícias Obras Missionárias do Brasil pela convivência e partilha. Deus abençoe a todos!

Pe. Marcelo Gualberto Monteiro

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