quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Jovens Missionários, não tenham medo de dizer SIM!



Queridos jovens missionários, iniciamos o mês de agosto, no Brasil dedicado as vocações, gostaria de partilhar um pouco com vocês qual o sentido da vocação para o jovem que talvez neste mês se interrogará? Eu sou vocacionado? Vocação é só para ser padre ou freira? Pra inicio de conversa, Vocação vem do latim vocatione: ato de chamar, escolha, chamamento, disposição, talento, aptidão.

Em nossa caminhada de jovens vamos descobrindo que é caminhando que se conhecem e se descobrem as coisas. Caminhando é que se encontram os recantos que não mais aparecem na proximidade da realidade tal qual ela é.

A Vocação costuma-se identificar-se com chamado. Mas talvez esta identificação não seja exata. Podemos dizer que vocação é o resultado de chamado e de resposta.

Para o cristão é claro que é Deus que chama. Somente Deus pode entrar na vida do jovem com voz imperiosa. Somos chamados a nos tornarmos santos, a participar na vida de Deus: A vida!

Se somos escolhidos, chamados para um testemunho, um ministério, uma missão particular, é para que esse projeto de Deus se realize, para que todos tenham a vida.

O mistério de nosso chamado, de nossa vocação, atua sempre no segredo do coração, nesse espaço do espírito onde cada um de nós encontra Deus.

A resposta a Deus que chama só pode ser dada mediante a fé, que é obediência. O chamado indica um caminho. Às vezes temos a impressão que de que a resposta a certas vocações é relativamente fácil. O normal é, certamente, que nem todas as vocações ou chamados se apresentam da mesma maneira.

Para tornar possível a resposta ou acolhida que abranja a vocação, é preciso abrir radicalmente o jovem aos outros, sem essa abertura não é possível vocação alguma que é dom que cada um recebe para utilidade comum (1Cor 12,7)

A nós cabe responder o desejo imenso de Deus que quer reunir todos os homens em torno da sua mesa.

Ao longo da vivência da vocação é preciso que ela seja acompanhada. Discernir a vocação é exercício que não se esgota, é algo que continua no longo de toda a vida. O discernimento torna-se praticamente impossível para uma pessoa sozinha.

Sabemos que existe vários tipos de vocações como: leigas, sacerdotais, religiosas, missionárias, matrimoniais... etc.

Mas temos uma vocação que é inerente do ser humano, a vocação de evangelizar, de anunciar a boa nova. O Batismo, é a fonte de todas as vocações. O batismo nos convoca a viver corajosamente, superando todos os dias os desafios impostos pela cultura da massificação.

Ser batizado é apenas o primeiro passo na estrada de uma longa e desafiante missão, para vivermos e sermos cristãos autênticos na atual conjuntura social, cultural e eclesial.

Viver o batismo é ser convocado a ir além do ato, da celebração, da pia batismal, do rito em si. É ter coragem, ousadia e teimosia para “avançar para águas mais profundas” no mar da vida. Vivemos tempo de grandes inovações, mas também de muita preocupação. Inovação científica e tecnológica, que nos traz conforto, e, ao mesmo tempo, exclui e marginaliza milhões de pessoas.

O progresso, embora proporcione melhor qualidade de vida, não nos trata como um ser único, criado por Deus, mas nos massifica, destruindo o sentimento de “ser” e de “pertencer”.

Somos convocados a viver nosso batismo em plenitude, numa época em que o ser humano está em profundo esvaziamento do sentido da vida, onde a pessoa não se encontra mais, não se sente “ser”, não se identifica com e no que faz...

Vivemos numa cultura que não suporta sentir nenhum tipo de dor e fazemos todo o possível para anestesiá-la. Porém, continuamos a nos sentir angustiados, tristes e, então, vamos buscar técnicas para sermos felizes.

Não precisamos ir longe para percebermos que na história humana nunca se buscou tantas técnicas, como nos dias de hoje, para alcançar a felicidade, para reencontrar o prazer, a alegria, a energia vital, o amor.

Estamos envolvidos numa rápida transição, numa mutação antropológica, com mudanças inovadoras da tecnologia e do mercado capitalista globalizado, que nos induz a sermos meros consumidores passivos, tornando-nos cada vez mais egoístas sob o pseudônimo da individualidade.

Podemos perceber, também, que estamos vivendo um grande alheamento, que se mostra na dificuldade geral que temos nos relacionamentos. Estamos distantes do outro e dos seus problemas. Permanecendo indiferentes, silenciosos, agressivos e muitas vezes nem percebemos a sutiliza deste comportamento.

Diante deste panorama e do que fica oculto, podemos perguntar-nos: como ser batizado, como ser cristão, como ser missionário e anunciar vida plena neste contexto?

Com Jesus somos provocados a renovar nossos paradigmas de pessoa, de batizado, de igreja, de cristãos, de sociedade e a lançar as redes em águas mais profundas, para vivermos em profundidade o sentido do batismo recebido.

Portanto, queridos amigos um dia tive esta interrogação, com a graça de Deus decidir dizer sim, decidir não ficar no barranco, decidir ir mais além, além –fronteira se preciso for. Não tenha medo de dizer sim, a sua resposta a Deus será capaz gerar vida a outros que tanto sentem necessidade de escutar o Evangelho, mas não tem quem anuncie. JOVEM DIGA SIM A DEUS!

Pe. Marcelo Gualberto
Secretário Nacional da Pont. Oba da Propagação da Fé

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