segunda-feira, 16 de julho de 2012

Um novo cristão católico na casa da Missão do Brasil



Quando teve início o 3º Congresso Missionário Nacional, na tarde do dia 12 de julho, o arcebispo de Palmas, dom Pedro Brito Guimarães, disse a seguinte frase em sua Mensagem de Abertura: “De agora em diante ninguém vai mais chamar Palmas de abandonada, desolada, cidade mais quente e capital evangélica do Brasil, mas de querida, noiva e esposa do Cordeiro redivivo, coração do Brasil missionário". As palavras do arcebispo marcaram o evento que reuniu 562 participantes.

Os dias passaram, e durante o Congresso, encontramos Aderaldo Barros da Silva Filho, 17, da Paróquia de Santa Rita, de Palmas. A história do jovem tem algo em comum com as palavras de dom Pedro. Aderaldo foi batizado na Igreja Católica, mas desde os dois anos de idade era protestante da Igreja Assembleia de Deus, seguindo os passos de seus pais e sua avó. “Jamais havia passado pela minha cabeça me tornar católico”, contou.

Aderaldo teve uma experiência pessoal com Deus: por influência de amigos, participou de um encontro de jovens da Igreja Católica e foi ali que encontrou uma nova proposta de Deus para sua vida. “Eu tive uma experiência muito forte com o Santíssimo Sacramento que marcou a minha vida, em novembro de 2011. Eu disse para mim mesmo, a partir dali: esse é meu caminho. É aqui que Deus me quer”.

Na Igreja Assembleia de Deus, o jovem Aderaldo sentia um vazio que, segundo ele, foi preenchido com a premência da vida em comunidade na Igreja Católica. “Quando eu era evangélico, eu sentia um vazio porque há muitos ensinamentos sem nexo. Eles não te explicam e fica o vazio. E também por pregarem apenas o Antigo Testamento. Eu aprendia muito sobre bem estar financeiro. Na Igreja Católica eu conheci algo diferente: viver e partilhar em comunidade, o que eu não tinha na Igreja Evangélica, pois o pensamento lá não é esse. O pensamento lá é eu e Deus. Já na Igreja Católica eu conheci esse outro lado: eu estou bem, mas eu devo fazer a minha comunidade estar bem. Isso me trouxe aqui”. 

O chamado de Aderaldo foi apenas o início de uma história que ganhou força e dimensões. Ele não se contentou apenas em ser fiel, mas quis conhecer a Igreja Católica, sua história, e, para isso, contou com a ajuda do padre Fábio Gleiser, seu pároco. “Eu o procurei, ele conversou comigo e passou a me ensinar o catecismo. Decidimos que eu iria entrar na catequese, já que eu havia sido batizado na Igreja Católica, ainda criança. Quando eu ingressei no catecismo, na Escola da Fé, passei a gostar e amar mais a Igreja. Isso me trouxe uma paixão pela liturgia e pelo santíssimo”, diz com os olhos lacrimejando.

O despertar da vocação
O estudo do Catecismo é um processo que o jovem irá concluir no fim de 2012. Em janeiro ele irá fazer a Primeira Eucaristia. Depois disso, a caminhada continua. “Eu pedi a Deus e a Nossa Senhora uma maneira de servir. E a maneira me mostrada foi ser vocacionado, servir através do apostolado, da ordenação. Isso me motivou muito. Eu tenho certeza que futuramente eu me tornarei um bom padre, mas sem pressa porque eu tenho bastante tempo para ingressar no seminário, me tornar um padre. Digo sem pressa porque a pressa não nos leva à perfeição”.

O 3º Congresso Missionário
O trabalho de organização do 3º Congresso Missionário Nacional, sua realização e a dimensão missionária da Igreja também têm colaborado para o amadurecimento cristão do jovem. “O Congresso marcou. Começou a nos mostrar que a vida em comunidade não é só em nossa paróquia, mas nos dá a oportunidade de conhecer a missão da Igreja em várias regiões do Brasil e até do mundo”. Ele também ressaltou que o trabalho missionário “só vem reforçar minha fé e a minha vocação. Vê padres que estão dando sua vida através das missões me mostra que eu estou no caminho certo. Renova minha fé. É um trabalho que nos traz prazer, nos dá satisfação porque a gente adquire experiência através daqueles que já têm experiência”.  

Completou dizendo que a dimensão missionária “me fez me apaixonar mais ainda pela Igreja porque eu vejo que ela não é apenas aqui, mas no mundo todo com trabalhos de evangelização e sociais que giram em torno das Obras Missionárias”.

Fúlvio Costa
Assessoria de Imprensa do 3º CMN

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