terça-feira, 10 de janeiro de 2012

EUROPA/FRANÇA - Paulina Jaricot foi "como Davi que enfrenta Golias": o Secretário do Dicastério Missionário no congresso de Lyon


"Relendo a vida de Paulina Jaricot, eu penso em Davi, este pequeno pastor que enfrenta Golias. Sim, Paulina é Davi, e diria que o clima religioso e cultural fortemente anticlerical que se seguiu à Revolução Francesa foi o seu Golias". Quem traça este paralelo é Dom Savio Hon Tai Fai, Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, na sua palestra no colóquio internacional sobre o tema "Paulina Jaricot, uma mulher sempre atual", que se realizou ontem em Lyon - França, por ocasião dos 150 anos da morte da venerável Paulina Marie Jaricot (1799-1862), que dedicou sua vida à missão, à oração e ao serviço dos pobres, fundando a Pontifícia Obra da Propagação da Fé e o Terço vivente.

Como Davi, também Paulina Jaricot foi à fonte da Escritura, explicou o Secretário do Dicastério Missionário, onde encontrou as suas cinco pequenas pedras: a oração, a humildade, a confiança em Deus e o amor pelo Santo Padre. "Paulina funda o Rosário Vivente, esta cadeia de oração que emana todos os dias do coração dos fiéis em direção ao Senhor, para a propagação do Evangelho e a vinda do Reino de Deus sobre a terra", disse Dom Savio Hon Tai Fai . A segunda pedra é a Caridade: "Paulina compreende que as missões também necessitam de ajuda material, e a este fim organiza uma coleta semanal para as missões", a primeira na história, como a coleta dos primeiros cristãos para a comunidade de Jerusalém, que sucessivamente se estendeu a todas as nações. Traída, enganada por pessoas de negócios mal-intencionadas, a Paulina é contestado o seu papel de fundadora, e a sua frágil saúde e o seu caminho espiritual a reduzem ao silêncio. "Até o final da sua vida, ela carregará com amor todas as suas cruzes, fiel à oferta que tinha feito de si mesma a Cristo na sua Paixão, que foi o motor do seu empenho". Por fim, a sua inesgotável confiança em Deus, que não é abalada nem mesmo pelas maiores dificuldades, e o amor pelo Santo Padre, concretizado numa "obediência dócil e ativa": "à luz da fé, compreende que a sua submissão à Igreja é a garantia da fidelidade da Obra ao seu carisma".

Concluindo a sua palestra, Dom Savio Hon Tai Fai recordou as palavras incisas na capela que guarda o seu coração, que a definem "mártir da caridade em favor da classe operária", e destacou que "o seu exemplo antecipou de maneira profética o apelo de Bento XVI, quando disse: 'É necessário lançar as redes do Evangelho no mar da história para guiar os homens rumo à terra de Deus'".

FONTE: Agência Fides - 09/01/2012

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