segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bote Fé: jovens testemunham Jesus Cristo em SP



O Bote Fé reuniu mais de 100 mil pessoas neste domingo (18) para comemorar a chegada da Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Brasil. Mais que apenas festejar, o encontro dos fieis foi uma forma de manifestação de fé, louvor, agradecimento e, sobretudo, de incentivo a juventude, que em um mundo cheio de incertezas precisa se posicionar com coragem para conseguir viver na verdade de Cristo.

O evento que aconteceu das 9 ás 21h horas, no Campo de Marte, zona norte de São Paulo, contou com a presença de bispos, arcebispos, padres, representantes de paróquias, comunidades, grupos de jovens e famílias de diferentes lugares do país, além de 1100 voluntários de apoio e e centenas de ministros extraordinários da comunhão.

Na abertura o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, falou com entusiasmo sobre a jornada. “A Igreja tem fé na juventude, que possui um coração generoso e o desejo de construir um mundo melhor para si e para as próximas gerações”.

Dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo e referencial do Setor Juventude da Arquidiocese, disse em depoimento que “a grande expectativa era de ter um bom início, com grande resposta de interesse e isso já se confirmou com a participação em Madri e agora aqui”. “É tempo de evangelização, de encontrar motivos de alegria e esperança para um mundo novo. O jovem é uma prioridade, a igreja acredita no presente e no futuro. O jovem é a igreja hoje e a renovação das forças para a igreja do amanhã, além da alegria que a juventude tem e que a igreja precisa”, disse dom Tarcísio.

A jovem Thalita Montesanto, de 18 anos, de Guarulhos, falou sobre sua empolgação para a JMJ no Brasil. “A expectativa para 2013 é de muita mudança, paz de espírito e de que os jovens deixem cristo se manifestar em suas vidas. Eu espero cantar muito, gritar muito e logico louvar ao senhor".

Um grupo de Santa Catarina viajou 13 horas de ônibus para participar no Bote Fé. Maristela, jovem catarinense afirma que o que os motivou foi a fé e o desejo de preparação para receberem a cruz no estado. Para ela a Cruz é sinal de Cristo Vivo, pois a busca por ela movimenta jovens do mundo inteiro, e mostra o quanto a Igreja é forte e viva.

A juventude católica da paróquia Santo Antônio de Galvão de Vargem Grande Paulista, chegou um pouco atrasada ao Bote Fé, mas foi por um bom motivo. Antes de saírem, participaram do batizado de um jovem do grupo, o qual é o único católico de sua família. A missa acabou as 12h e então juntos vieram celebrar o batizado do amigo no Bote Fé!

Dizem que os jovens católicos estão sumindo, mas podemos ver que não é verdade. Ver todos esses jovens juntos hoje foi gratificante”, afirmou Fabiana Gonçalves.


Espiritualidade e cultura
O evento contou com a tenda de confissões, capela de adoração, terço encenado, vídeos sobre a história da JMJ e sobre a jornada de Madri, missas, testemunho e muitas apresentações musicais, entre elas show de padre Fábio de Melo, Olívia Ferreira, Marcio Pacheco, Banda Dom, DJs e Cristo Dance, Banda Beatrix, Rosa de Saron, DDD, Vida Reluz, Adriana, Eugenio Jorge, Dunga, Eliana Ribeiro e Walmir Alencar.

"Nos próximos dois anos vamos experimentar o catolicismo de forma verdadeira, em um espetáculo de unidade. Hoje não se tem a possibilidade de evangelizar sem a música. A música é a grande anestesia para uma grande cirurgia. Para que a igreja, o evangelho, consiga operar dentro de cada jovem é preciso que nós músicos estejamos sempre unidos a favor da cura", disse o cantor e missionário da Comunidade Canção Nova, Dunga.

Cruz e Ícone
O ponto alto da festa foi a chegada dos símbolos da JMJ que vieram, em caminhões do corpo de bombeiros, do Liceu Sagrado Coração de Jesus, durante missa presidida por dom Odilo. Entronizados por jovens pelo corredor central do local do evento, os símbolos da JMJ emocionaram os milhares de fiéis.

A festa continuou até às 21h, quando a Cruz e o Ícone seguiram para a Catedral da Sé, onde fica até a noite desta segunda-feira (19). Depois, os símbolos partem para a região da “Cracolândia”, passando pela Favela do Moinho e, ás 22h, chega a Igreja NossaSenhora da Boa Morte, dando continuidade a peregrinação pela Arquidiocese de São Paulo. Os sinais da JMJ partem para a Diocese de Guarulhos na sexta-feira (23).

Fernanda Lorenzoni, com colaboração de Natália Paula Pereira

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