quinta-feira, 28 de julho de 2011

Uma ‘ONU’ muito especial - Na Comissão Organizadora da JMJ trabalham jovens da Austrália, Brasil, Taiwan ou Dinamarca


Há poucos dias o Cardeal de Madrid afirmou numa entrevista que a Jornada Mundial da Juventude será “um grande Pentecostes”. Nestes meses, na sede da Comissão Organizadora da JMJ pode começar a vislumbrar-se uma antecipação disso. Trabalhar nos preparativos da JMJ é como estar numa mini ‘ONU’. Jovens da Austrália, Dinamarca, Taiwan ou Brasil colaboram desde há meses ou semanas em tudo o que é necessário para que a Jornada Mundial constitua um sucesso.

Trabalhar nos preparativos da JMJ é como estar numa mini ‘ONU’. Jovens da Austrália, Dinamarca, Taiwan ou Brasil colaboram desde há meses ou semanas em tudo o que é necessário para que a Jornada Mundial constitua um sucesso.


A seguir, as histórias de sete jovens que deixaram o seu país para embarcar na aventura apaixonante de organizar uma Jornada Mundial em Madrid. Além disso, cada um deles dá um pequeno contributo para que muitos jovens do seu país possam vir e sentir-se em casa
Paola (Taiwán)
Ya-Chen Chuang, ou o que é o mesmo, Paula, tem 25 anos, vem de Taiwan e encarrega-se de dirigir a página do Facebook em chinês mandarim. Quase 3.000 fãs seguem os preparativos da JMJ a partir de Hong Kong, Macau, Taiwan ou China.
Do seu país virão mais de quinhentos peregrinos. Consciente de que para eles não é fácil conseguir vir, pôs as pessoas que trabalham na sede da JMJ aaprender chinês mandarim (desde o director executivo a toda a equipa de comunicação) e convenceu-os a animar todos os jovens de Taiwan a vir à JMJ.
Paula conta que em Taiwan não se tem a mesma facilidade que na Espanha para praticar a religião, e que é complicado vir a Madrid. Por isso insiste com os que estão mais próximos, pede-lhes que não sejam ‘vagos’ e se animem.  

Elsa Vázquez (Australia)
Elsa Vázquez é australiana. Ao fim de 13 anos a trabalhar no sector da banca, decidiu deixar tudo para se dedicar a um projecto que considera muito especial.
O seu trabalho na JMJ consiste em organizar toda a logística das actividades que decorrerão no Parque do Retiro, entre elas a Exposição Vocacional e a festa do Perdão.
A sua primeira JMJ foi a de Toronto. Inscreveu-se porque pensava que seria a última vez que veria o Papa João Paulo II, mas não sabia muito bem o era que uma JMJ. Quando chegou, ficou impressionada com toda a alegria e espiritualidade que se vivia e por isso afirma que a JMJ de Madrid vai ser um momento único para os espanhóis.
Já estão inscritos mais de tês mil jovens australianos, quando em princípio só haveria uns quatrocentos. Tal nunca tinha acontecido na Austrália e Elsa atribui isto ao facto de a última JMJ ter sido em Sidney. Para ela, isto é mais uma prova de que as JMJ acendem uma luz nos corações de toda a gente.

Olivier Richard (Francia)
Na última noite de 2009, durante um retiro espiritual com várias pessoas, incluindo a sua noiva, o francês Olivier Richard pediu a esta para casarem. Todavia, no ano que antecede o seu casamento, queriam ambos agradecer a Deus o presente que lhes tinha dado de se conhecerem e surgiu a oportunidade de vir a Madrid para ajudar na organização da Jornada.
Desde há quase um ano e até ao seu casamento no próximo dia 15 de Julho, estão a colaborar como voluntários na Jornada Mundial, à qual voltarão no princípio de Agosto já como nova família.
Olivier trabalha no departamento de cultura, coordenando as diferentes actividades musicais que vão decorrer durante toda a semana.
Para aqueles que ainda estão na dúvida de se inscrever ou não na JMJ, Olivier é muito claro. Façam um presente a vós próprios e venham. As razões? É uma experiência que muda a vida das pessoas. Haverá alguma coisa que vos tocará o coração.
Já estão inscritos cerca de 50.000 jovens franceses.

Giselle Azevedo (Brasil)
Giselle tinha tudo: uma carreira como bailarina, uma família, um namorado e bons amigos. Mas sabia que ainda faltava alguma coisa. Encontrou o que buscava ao ter uma experiencia pessoal com Cristo. Hoje tem 28 anos e há mais de dez pertence à Comunidade Católica Shalom, estando comprometida a levar o Evangelho aonde for preciso.
Agora trabalha no departamento Cultura da JMJ. Para Giselle, todos os jovens que vierem à JMJ viverão a experiência mais incrível da vida. Uma oportunidade única para ouvir de perto as palavras do Papa dirigidas a cada um, para ser ‘contagiado’ pela fé de outros jovens.
Ilumina-se-lhe o rosto quando fala dos seus compatriotas brasileiros: já estão inscritos mais de 11.000 jovens. Conta que vivem estes meses de antecedência com grande entusiasmo e ajudando-se uns aos outros a conseguir que nenhum jovem deixe de vir por falta de meios económicos.

Benjamín Paz (Argentina)
Benjamín Paz ficou encantado quando soube que ia participar na Jornada de Madrid, juntamente com mais de 5.000 jovens do seu país que já se inscreveram. E, quando se lhe ofereceu a possibilidade de colaborar como voluntário, não pensou duas vezes.
Trabalha desde Março na área das redes sociais, com mais três pessoas, na coordenação de uma equipa de outros setenta voluntários que estão nos seus respectivos países a trabalhar também para JMJ.
Benjamín não tem dúvida de que a JMJ será impressionante: ver tanta juventude mobilizada pelo mesmo ideal. Além disso, para os que estão a trabalhar há tanto tempo, será uma satisfação enorme ver que todo este esforço serve para fazer bem às pessoas, que muda vidas.

Eva Janosikova (Eslováquia)
Como Benjamín, Eva trabalha nas redes sociais. O seu objetivo é utilizar estes novos canais para transmitir e difundir a mensagem do Santo Padre e dar às pessoas a possibilidade de crescer na fé.
Confessa que poder participar na JMJ é uma oportunidade única num momento muito especial na vida dos jovens. Como refere o último spot da JMJ,  é um comboio que só passa uma vez na vida.
Eva sabe muito bem como os jovens eslovacos estão a preparar-se para a JMJ. Mais de três mil virão a Madrid, mas para animar muitos outros criou um blog em eslovaco com todas as iniciativas de preparação: on the way to Madrid. E anima todos os jovens a fazer o mesmo: cada jovem é o melhor embaixador da JMJ para todos os seus amigos.

Um dos últimos a chegar à sede da JMJ foi Petter Becker-Jostes que acaba de chegar de Copenhaga. Este dinamarquês de 25 anos conta que veio como voluntário para a Madrid devido a uma combinação de dois factores: tinha tempo livre para poder vir e queria dá-lo a um evento tão importante como é a JMJ.
Trabalha na equipa de acreditação da imprensa, encarregada de registar os mais de quatro mil jornalistas que se esperam para cobrir a JMJ.
Aos jovens que ainda não se inscreveram dá um conselho. Tenham cuidado! No bom sentido, claro. Porque, para Petter, a JMJ muda a nossa vida para sempre.

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