segunda-feira, 16 de maio de 2011

VATICANO - Assembleia POM: a Obra de São Pedro Apóstolo está se enraizando e se consolidando lentamente, mas de maneira forte, nos países onde foi iniciada há pouco

"Estou feliz em constatar que a Obra de S. Pedro Apóstolo está se enraizando e se consolidando lentamente, mas de maneira forte, nos países onde foi recentemente iniciada", afirmou Mons. Jan Dumon, Secretário-geral da Pontifícia Obra de S. Pedro Apóstolo (POSPA), na sua palestra na Assembleia Geral Anual das Pontifícias Obras Missionárias, em andamento em Roma.

Este crescimento, que se manifesta também no aumento das coletas nesses países, é relevante principalmente na África, um forte melhoramento se anuncia na América Latina, e também na Ásia e na Oceania a Obra procede bem. Isso é muito importante enquanto no passado, a POSPA contou sobretudo com a Europa para o Fundo de Solidariedade Universal: em 2011, a Europa forneceu 62% dos contribuintes. "Os diretores da Europa sabem quanto é difícil manter estável a contribuição, tradicionalmente muito alta - explicou mons. Dumon -. Em muitos países, a idade média dos doadores fiéis à POSPA é muito elevada. Além do mais, não é garantido que se poderá contar no futuro com um número assim tão grande de heranças ingentes, até o momento um dos meios usados para compensar a queda das ofertas diretas. Essas considerações não tem nada de pessimistas. Olhar diretamente para a realidade é, ao contrário, um sinal de dinamismo e de confiança no futuro".

O Secretário-geral da POSPA indicou quatro elementos, segundo seu parecer, para um novo dinamismo na POSPA e nas Pontifícias Obras em geral.

1. Colocar no centro de todas as formas de promoção das POM a fé em Jesus Cristo, o missionário de Deus para a vida do mundo, e o convite a segui-Lo e a ser a sua Igreja, seu corpo vivente na sociedade. A Obra de S. Pedro Apóstolo nasceu de uma fé entusiasta e comunicativa. E só pode nascer e crescer hoje na vida dos cristãos a partir desta fé.

2. Inserir ainda mais as POM nas comunidade locais: antes de serem uma organização, as POM são um movimento de solidariedade missionária dentro da Igreja-família de Deus, se não forem entendidas e vividas como pertencentes à vida da Igreja local, elas permanecerão um corpo estranho e não serão o fermento missionário no conjunto compósito da Igreja local.

3. Desenvolver estratégias para coletar fundos de modo sistemático e profissional. Não é mais suficiente organizar coletas nas igrejas, por mais importantes que sejam, evidenciou mons. Dumon. É preciso se dirigir aos doadores de modo objetivo e personalizado. Em todas as arrecadações de fundos, os elementos importantes são a concretude, a transparência quanto à utilização do dinheiro arrecadado, a informação e o controle.

4. Dar mais atenção à eficácia a longo prazo dos nossos subsídios, enquanto a certeza de uma ajuda "automática" cria inevitavelmente mecanismos de dependência.


FONTE: Agência Fides - 13/05/2011
O Secretário-geral da POSPA concluiu a sua palestra com essas palavras: "Já que todos os dias me confronto com a penúria dos meios em relação às necessidades dos nossos seminários, acontece às vezes de sonhar em jogar o anzol e pescar, como São Pedro, o peixe com o estáter na boca (cfr. Mt 17, 27). Mas ao acordar há outra palavra endereçada a São Pedro que me interpela: "Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar " (Lc 5,4)."

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