terça-feira, 24 de maio de 2011

Padre Camilo Pauletti avalia Assembleia Geral das POM em Roma

O diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM) no Brasil, padre Camilo Pauletti, fez uma avaliação positiva da Assembleia Geral das POM de todo o mundo em Roma. “Foi uma semana muito intensa de reflexões, leitura de relatórios e aprovação de recursos para projetos missionários em todo mundo”, disse à assessoria de imprensa das POM do Brasil.

Ao longo de todo o encontro, que aconteceu entre os dias 9 e 14 de maio, houve celebrações, audiência com o papa Bento XVI e encontros com outras Pontifícias Obras, por continentes. “Na convivência gratuita, partilhamos e conhecemos realidades diversas do nosso planeta”, sublinhou padre Camilo que participou pela primeira vez da Assembleia Anual.
Durante sessão administrativa da Assembleia com o presidente das quatro obras missionárias e secretário adjunto da Congregação para a Evangelização dos Povos, dom Piergiuseppe Vacchelli, foi frisado que a missão é uma ação de Cristo potencializada pela ação do Espírito Santo e que os cristãos precisam viver as prioridades da ação missionária em sua totalidade.
"A missão não é um projeto nosso, devemos sentir-nos servos da missão de Deus, não protagonistas. É pedido a toda a Igreja, e a nós em particular, que escolhamos e vivamos as prioridades fundamentais da missão, que não é um negócio financeiro, mas é a ação de Cristo na potência do Espírito Santo da qual nós somos apenas os braços", disse aos diretores das POM.
Em seu discurso, dom Vacchelli, afirmou ainda que o encontro das POM de todo o mundo em Roma significa “a intensa comunhão e de novo impulso ao serviço da evangelização”. Ele ressaltou ainda que "o nosso serviço não tem, ou não deveria ter, outra finalidade que o humilde serviço ao Evangelho em favor da humanidade”.
O relatório do secretário geral da Pontifícia União Missionária do Clero, padre Vitor Del Prete, partiu do seguinte conceito. "Estamos num período histórico em que a Igreja, também por causa da perseguição religiosa e cultural que está sofrendo, é obrigada a retornar ao essencial de seu ser e da sua atividade”. Ainda segundo o secretário, em nossos tempos está emergindo uma consciência "nova" da missão, "no sentido que é a missão é de Cristo, e não uma missão nossa", ressaltou o secretário, acrescentando que partindo "da modalidade com a qual Cristo anunciou o Evangelho, a Igreja deve discernir os meios a serem usados e o tipo de missão a realizar”.
Na sessão reservada ao conhecimento da realidade missionária nos vários continentes houve prestação de contas e aprovação de projetos que são apoiados pelas Pontifícias Obras Missionárias. Segundo padre Camilo, os projetos estão sendo mais apoiados nos continentes africano e asiático, enquanto que na América Latina caíram.
Foi muito sentida a diminuição das ofertas para tantas necessidades”, disse o diretor das POM do Brasil. Segundo ele, as ofertas diminuíram nos países mais ricos e do primeiro mundo, principalmente por causa da crise financeira, os escândalos, a diminuição do clero e a falta de animação missionária. Nos países pobres ou emergentes as contribuições aumentaram. No Brasil, por exemplo, o aumento da coleta subiu em 35%. Padre Camilo disse que esse dado é importante e faz “unir as forças da Igreja de cada país junto com as dioceses, pastorais, instituições e comunidades, para buscar formas e metodologias criativas, que impulsionem a evangelização”.
Audiência com o papa Bento XVI Padre Camilo destacou o encontro com o papa como “o marco da Assembleia Geral das POM em Roma”. Durante sua exposição o pontífice lembrou a realidade social dos dias atuais e chamou a atenção para a massa de pobres, migrantes e oprimidos que vivem com poucas esperanças de dias melhores. “O papa manifestou que precisamos trabalhar com a força do Evangelho, lançando as redes no mar e em todas as partes anunciar a Boa Nova”, lembrou o diretor.
Na sua conversa pessoal com Bento XVI padre Camillo falou do Brasil e o pontífice disse a ele que nosso país é muito grande em todos os aspectos. Padre Camilo, por sua vez, transmitiu a saudação do povo brasileiro e pediu ao papa que acompanhe o Brasil com suas bênçãos.
FONTE: POM

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