sábado, 14 de maio de 2011

"A missão não é um projeto nosso, devemos nos sentir servos na missão de Deus, não protagonistas”: palavras do Arcebispo Vacchelli à Assembleia das Pontifícias Obras Missionárias


"A missão não é um projeto nosso; devemos nos sentir servos na missão de Deus, não protagonistas. À toda a Igreja, e de modo especial a nós, pede-se que optemos e vivamos as prioridades fundamentais da missão, que não são uma questão de dinheiro, mas sim a ação de Cristo no poder do Espírito Santo, de quem somos apenas os braços". Foi o que reiterou o Arcebispo Piergiuseppe Vacchelli, Secretário adjunto da Congregação para a Evangelização dos Povos e Presidente das Pontifícias Obras Missionárias (POM), abrindo a Sessão administrativa da Assembleia Geral Anual das Pontifícias Obras Missionárias, em andamento em Roma. Dentre as perspectivas indicadas pelo Presidente das Pontifícias Obras Missionárias, destaca-se a prioridade da formação dos colaboradores em âmbito nacional e internacional, não apenas cultural, mas também espiritual, e o aprofundamento do papel das POM.

Em seu discurso, Dom Vacchelli dirigiu-se aos Diretores nacionais das POM provenientes de todos os continentes e relevou: "o nosso serviço, de fato, não tem e não deveria ter outra finalidade senão o humilde serviço ao Evangelho em favor da humanidade neste período em que ser cristãos equivale em muitos países a ser discriminados ou perseguidos, a presença de todas as Igrejas nesta Assembleia é um evento de intensa comunhão e estímulo do amor pela evangelização. A Palavra de Deus corre através dos continentes e não pode ser impedida pelo homem, mas para que isso se possa realizar, ela precisa de braços, de corações, de mensageiros que a proclamem. Isto é o que queremos fazer como Pontifícias Obras Internacionais e vocês, como animadores e formadores nacionais da consciência e do empenho missionário de suas Igrejas".


FONTE: Agência Fides
Apresentando um balaço das atividades realizadas nos últimos doze meses, o Presidente das POM citou as transformações e trocas de responsáveis em vários âmbitos, que "devem constituir uma ocasião de renovação, como um "recomeçar" o caminho, o empenho do Comitê Executivo para garantir a administração regular das Obras, a reorganização do pessoal das Secretarias gerais, a reestruturação dos Colégios... Dentre os problemas assinalados por Dom Vacchelli, estão o aumento das dioceses e Nunciaturas a se construir, ao qual não corresponde um maior número de ofertas, ao contrário, "a maiores saídas, correspondem menores entradas", e a necessidade de que os fiéis entendam a importância de sustentar os estudos de seminaristas e sacerdotes em Universidades pontifícias de Roma, pois "a preparação dos líderes das comunidades cristãs é importante tanto como construir poços e escolas, pois a formação é um elemento-motor do próprio desenvolvimento".

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