sábado, 14 de maio de 2011

Dimensão Missionária da CNBB


O bispo de Ponta Grossa (PR), dom Sérgio Arthur Braschi, foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, durante a 49ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que teve início no dia 4, e terminou nesta sexta-feira, 13. Ele recebeu 132 votos no segundo escrutínio e sucede o bispo da prelazia de Tefé, no Amazonas, dom Sérgio Castriani que passou oito anos (dois mandatos consecutivos) na presidência da Comissão.

O secretário nacional da Pontifícia União Missionária, padre Sávio Corinaldesi, representante oficial das Pontifícias Obras Missionárias (POM), na 49ª AG da CNBB, avaliou a escolha como positiva. “Foi uma boa escolha. Tinham outros nomes bons, mas eu fiquei satisfeito principalmente pela história dele com a questão missionária e também pelo pronunciamento dele após sua eleição”, sublinhou.

O pronunciamento a que se refere padre Sávio foi feito na quarta-feira, 11, após dom Sérgio ter vencido nas urnas a presidência da Dimensão Missionária. Em sua fala, o bispo chamou a atenção dos bispos para maior preocupação com a dimensão missionária a Igreja no Brasil. “Seu nome me deixou satisfeito, mas fiquei mais contente quando ele falou a todos os bispos que esteve por oito anos como membro da Comissão e não viu muito interesse dos bispos quanto à questão”, lembrou padre Sávio.


Primeiros Passos

De acordo com padre Sávio, o novo presidente da Comissão Missionária terá muito trabalho pela frente e, os seus primeiros passos deverão ser na própria Comissão formando uma equipe integrada por mais bispos membros, o assessor nacional e colaboradores imediatos para que seja colocado em prática o que está escrito nas novas Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE).

Padre Sávio, no entanto, criticou o texto das DGAE quanto ao ponto de vista missionário. Segundo ele, o novo presidente da Dimensão Missionária, assim como todas as outras Comissões têm nas DGAE a base para o trabalho pastoral do próximo quadriênio, mas o texto não traz muita coisa sobre o assunto. “Nas DGAE não tem grande coisa acerca das missões. Os bispos do Brasil estão tão preocupados com a realidade brasileira que facilmente se esquecem que além do Brasil existe o mundo do qual eles são responsáveis também. Dom Sérgio Braschi deverá estimular o episcopado brasileiro e a Igreja brasileira a olhar além fronteiras. Isto ele vai ter um bom aliado no novo presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno Assis, que também tem uma sensibilidade bastante boa. Vamos esperar para que ele faça coisas boas na caminhada missionária da Igreja no Brasil”.

Outros assuntos que o padre Sávio também esperava que a 49ª AG da CNBB trata-se ao longo desses dias não foram citados, como exemplo o Congresso Missionário Nacional, que deverá acontecer de 12 a 15 de julho de 2012, em Palmas (TO). “Nestes dias não se falou do Congresso Missionário que vai acontecer o ano que vem. Eu esperava que eles falassem do evento, que eles pelo menos dessem o recado de que o evento vai acontecer para que os bispos colaborem, divulguem e participem”. Padre Sávio completou dizendo que dom Sérgio Braschi deverá dar “muitos saltos mortais ao longo desses quatro anos para fazer algo de concreto na dimensão missionária da Igreja no Brasil”.


Dom Sérgio Castriani

O secretário da União Missionária também destacou o trabalho feito por dom Sérgio Castriani ao longo dos últimos oito anos à frente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB. Para ele, dom Castriani fez um bom trabalho porque “tem vocação missionária, vem de uma Congregação de carisma missionário (Congregação do Espírito Santo) e atua numa área que necessita de conhecimento e carisma missionário, o Amazonas. Por isso, “trabalhou com muita habilidade e capacidade levando adiante os trabalhos missionários na Igreja no Brasil”, apontou padre Sávio.


Balanço da AG sob o ponto de vista missionário

Eu diria que quase não apareceu nada Dimensão Missionária. A Igreja no Brasil, por estar no país mais católico do mundo deveria ter bem mais atenção para a dimensão do que apareceu nesta Assembleia. É preciso avaliar, por outro lado, que num evento grande como esse aparecem tantos assuntos que não dá para falar de tudo. Nesta Assembleia o tema que ficou esquecido foi a Dimensão Missionária. Houve tantas outras dimensões que tiveram atenção, mais participação e interesse. É claríssimo no episcopado brasileiro que a preocupação com o sentido missionário não é grande”.

FONTE: POM

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