segunda-feira, 14 de março de 2011

ÁFRICA/UGANDA - A fome e a seca afligem milhares de ugandenses

Milhares de pessoas que vivem em 36 dos 112 distritos de Uganda estão em grave perigo de fome devido à seca provocada pelo fenômeno do La Niña. As autoridades de saúde lançaram um alarme epidemia para doenças como diarréia e disenteria, devido às escassas medidas higiênicas e sanitárias. "A situação exige uma atenção especial, muitas famílias estão sem comida", disse num comunicado divulgado pelo ministro para a Prevenção de Desastres, Musa Ecweru, lançado pela IRIN, das Nações Unidas. O Ministério teme uma iminente escassez de água e alimentos em algumas áreas do país. Segundo as previsões meteorológicas, Uganda vai enfrentar um longo período de seca, apesar da chuva esperada para o mês de março, que no entanto, não serão suficientes para a agricultura.

Em alguns dos 36 distritos afetados, os poços estão secando e os moradores são obrigados a percorrer longas distâncias em busca de água. Os ventos fortes estão destruindo as estruturas e a circulação é dificultada pelas temperaturas variam de 35 a 38 graus Celsius durante o dia. No norte, os ex-deslocados reassentados nas aldeias nos distritos de Acholi são vítimas de incêndios freqüentes e do abaixamento dos níveis de águas dos rios. A seca também afetou a produção de eletricidade. As torrentes de ASWA, Ayugi, Unyama e Pager, e nos distritos de Amuru e Kitgum, estão secando. Os pastores que vivem nos distritos de Nakasongola e Bullisa, da região Bunyoro, estão preocupados com o gado que não tem onde pastar. As chuvas torrenciais de 2010 afetaram seriamente algumas regiões do país piorando a precariedade das reservas alimentares.

FONTE: Agência Fides - 11/03/2011

Um comentário:

Thayná Carvalho disse...

É tão triste e nos comove tanto, a situação em que a África se encontra. Principalmente as crianças e adolescentes que passam por essa situação... É verdade que devemos orar, pedir e interceder ao Senhor, por todas essas pessoas e esse continente... Mas é verdade também que não basta somente as orações, devemos agir, ter atitudes... E uma das maneiras que ajudo ao Continente Africano, é participando da Obra da Infância e Adolescência Missionária, que me faz contribuir com o Sacrifício, que todo mês é enviado para Brasília, e de lá repartido para onde mais necessita de ajuda, e acredito que o Continente africano, esteja incluido...
Minhas orações e contribuições...
Um grande abraço à todos!