terça-feira, 30 de março de 2010

Mensagem do Papa para o 84º Dia Mundial das Missões

O mandato missionário recebido por todos os batizados e por toda a Igreja, não pode "se realizar de maneira crível sem uma profunda conversão pessoal, comunitária e pastoral".
"Somente a partir deste encontro com o Amor de Deus, que muda a existência, podemos viver em comunhão com Ele e entre nós, e oferecer aos irmãos um testemunho crível, dando razão da esperança que está em nos": ‘é o que afirma o Santo Padre Bento XVI em sua Mensagem para o 84ª Dia Mundial das Missões, que se celebra no domingo, 24 de outubro próximo sobre o tema: "A construção da comunhão eclesial é a chave da missão'.
A cada ano o Dia Mundial das Missões oferece a todos a "ocasião para renovar o compromisso de anunciar o Evangelho e dar às atividades pastorais um amplo respiro missionário", além disso, em outubro "a Igreja nos convida a aprender com Maria, através da oração do Santo Rosário, a contemplar o projeto de amor do Pai sobre a humanidade, para amá-la como Ele nos ama". O papa reiterou que o compromisso e a tarefa do anúncio evangélico é tarefa de toda a Igreja, "missionária por natureza" e prossegue: "Numa sociedade multiétnica que sempre experimenta formas de solidão e indiferença preocupantes, os cristãos devem aprender a oferecer sinais de esperança e a se tornar irmãos universais, cultivando os grandes ideais que transformam a história e, sem falsas ilusões ou medos inúteis, se empenhar para tornar o planeta a casa de todos os povos".
Depois de evidenciar que "também os homens de nosso tempo, não sempre conscientes, pedem aos fiéis não somente de falar de Jesus, mas de fazer ver Jesus, fazer resplandecer o Rosto do Redentor em cada canto da Terra diante das gerações do novo milênio e especialmente diante dos jovens de cada continente", a mensagem do Papa prossegue: "Estas considerações evocam o mandato missionário recebido por todos os batizados e por toda a Igreja, que, porém, não se pode realizar de maneira crível sem uma profunda conversão pessoal, comunitária e pastoral. Efetivamente, a consciência do chamado a anunciar o Evangelho estimula não apenas os fiéis, mas todas as Comunidades diocesanas e paroquiais a uma renovação integral e a abrir-se sempre mais à cooperação missionária entre as Igrejas, para promover o anúncio do Evangelho no coração de toda pessoa, povos, culturas, raças e nacionalidades, em toda latitude."
Bento XVI recorda o compromisso constante dos agentes pastorais a fim de promover a comunhão eclesial, "de modo que o fenômeno da "inter-culturalidade" possa também se integrar num modelo de unidade, no qual o Evangelho seja fermento de liberdade e progresso, fonte de fraternidade, humildade e paz". Então sublinha que "comunhão eclesial nasce do encontro com o Filho de Deus, Jesus Cristo, que, no anúncio da Igreja, chega aos homens e cria comunhão com Ele mesmo, com o Pai e o Espírito Santo" e que a "A Igreja se torna "comunhão" a partir da Eucaristia, em que Cristo, presente no pão e no vinho, com o seu sacrifício de amor, edifica a Igreja como seu corpo, unindo-nos a Deus uno e trino e entre nós". Mas o amor que celebramos no Sacramento "não podemos reservar para nós, "ele pede por sua natureza de ser comunicado a todos, pois uma Igreja autenticamente eucarística é uma Igreja missionária".
Na parte conclusiva da Mensagem, o Santo Padre exorta a sentirmos "todos protagonistas do compromisso da Igreja de anunciar o Evangelho", e renova "o convite à oração e, não obstante as dificuldades econômicas, ao compromisso de ajuda fraterna e concreta em apoio das jovens Igrejas". Expressando a sua gratidão pelo serviço precioso feito pelas Pontifícias Obras Missionárias no apoio à formação dos sacerdotes, seminaristas e catequistas nas terras de missão e para encorajar as jovens comunidades eclesiais, o Papa manifesta um afetuoso reconhecimento "aos missionários e missionárias que, testemunham nos lugares mais distantes e difíceis, muitas vezes com a vida, o advento do Reino de Deus".
Fonte: Agência Fides

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