sábado, 6 de março de 2010

A lógica do mercado

Mal acabou o carnaval e na quarta-feira de cinzas já era possível encontrar em algumas lojas de supermercados ovos de páscoa, enquanto a Igreja vive os quarenta dias antes da Páscoa, momento em que se comemora a Ressurreição de Jesus Cristo, o comércio se prepara para receber o coelhinho da páscoa e muita gente no ritmo do consumismo já compra antecipadamente o chocolate e esquecem o verdadeiro sentido. O festejo é realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior ao equinócio da Primavera.

Como de costume, essas celebrações foram incorporadas pela Igreja Católica, e a palavra carnaval, segundo a maioria dos historiadores, se liga à expressão carne levare, “afastar a carne” – um último grito de alegria antes dos sentimentos pesarosos da Quaresma.

A ressurreição de Cristo teria acontecido próximo do equinócio da primavera (quando dia e noite têm a mesma duração) e durante uma lua cheia. Por isso a data da Páscoa deveria ser calculada com base nesses dois fenômenos.

A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida.

A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII.

Neste momento jejuamos de algo que é importante ou que a gente não deixa passar um dia sem, e aí entra várias coisas, mas o importante é o sacrifício que é feito, devemos também deixar morrer algo, aquilo que não serve. Muita gente já se julga santa, porém as suas atitudes mostram outras coisas como falar da vida alheia, por exemplo.

E para nós católicos, o que é mais importante comprar o ovo da páscoa e esperar o coelhinho alegre e saltitante ou refletir, jejuar e se preparar para a vinda de Cristo ressuscitado, a verdadeira páscoa?

A lógica do mercado é essa: VENDER, acima de tudo. Só para deixar claro como os feriados religiosos servem como base para o lucro desenfreado, observe: o mês de outubro o feriado do dia 12 é o de Nossa Senhora Aparecida, no entanto predomina o dia das crianças, pois o lucro será maior, no Natal predomina o papai Noel não nascimento de Nosso Senhor.

A lógica deles é converter valores cristãos em lucro, lucro e lucro mascarado de um falso catolicismo, em que o interesse de poucos é colocado acima da vida, acima de tudo.Nós como católicos batizados e confirmados na fé precisamos lutar contra isso, fazendo cada um a sua parte.

Cleyton Paes- Coordenador Arquidiocesano da JM Fortaleza/CE

Fonte: blogcleytonpaes.blogspot.com

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