sexta-feira, 13 de março de 2009

Assembléia do Conselho Missionário Nacional (COMINA) debate desafios à Missão

Iniciação Cristã, Missão Além Fronteiras, Missão Continental. Estes são os três desafios que o Conselho Missionário Nacional (Comina) está discutindo em sua 28ª Assembleia Geral, iniciada ontem, 12, na sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM). Com a participação de 45 membros, a Assembleia contou, na abertura, com a presença do secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa. Na reunião, serão aprovadas as propostas para serem trabalhadas nos próximos quatro anos tendo como referência Missão Continental, Ano Catequético e Ano Paulino. Além disso, o Conselho vai eleger seus novos secretários e tesoureiros.

Segundo o diretor das POM, padre Daniel Lagni, ao debater estes desafios, o Comina destaca a importância da comunhão no trabalho missionário. Integram o Conselho, além da CNBB, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), as Pontifícias Obras Missionárias e outros organismos como os Conselhos Regionais e Diocesanos Missionários, o Conselho Missionário Indigenista (CIMI), o Centro Cultural Missionário (CCM), Institutos Missionários.

Nosso objetivo é buscar a comunhão para não fazermos trabalho paralelo. Cada um dos organismos que compõem o Comina tem seu estatuto próprio, mas todos trabalham em sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil”, explicou padre Daniel.

A presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Irmã Márian Ambrósio, pensa da mesma forma. “É um ganho unir os três desafios e fazer deles uma unidade. Entender o que é missão e responder a um grito da época”, observa. De acordo com a religiosa, é preciso valorizar mais a força do Comina. “São três grandes forças: CNBB, CRB e POM. Não conheço um país em que o projeto missionário consegue reunir estas três forças, mas, de forma mais ampla, o povo ainda não consegue ver isto”, lamenta.

Para o diretor das POM é necessário formar cristãos com a consciência mais missionária e despertar o compromisso missionário da fé. “Temos muitos cristãos, mas poucos missionários”, disse. No entanto, ele entende que a consciência missionária já vem acontecendo no país. “O Brasil tem crescido na consciência, na causa, na animação, na formação e no envio missionário”. Recordou que o centro-sul tem enviado muitos missionários para norte e nordeste do país e também para o exterior. “A missão é para o mundo e para a humanidade. Na África, muitas vezes, a única presença na saúde e na educação é a da Igreja”, disse.

Segundo Irmã Márian, atualmente, cerca de três mil religiosos atuam no exterior. “As congregações que descobriram a missão como chave para sua revitalização enviam seus melhores missionários. A juventude se encanta com o serviço Além Fronteiras. É um serviço à humanidade”, comenta, animada, a religiosa.

Atualmente, o Comina mantém dois grandes projetos missionários. O primeiro é no Timor Leste, que já dura dez anos; o segundo é na Guiné Bissau. Já o Regional Sul 3 da CNBB (estado do Rio Grande do Sul) mantém um projeto em Moçambique e os Regionais Nordeste 4 e Nordeste 5 sustentam outro projeto em Lichinga, também em Moçambique.

Segundo a presidente da CRB, o sucesso dos projetos missionários está na “comunhão” e o bispo deve ser seu grande articulador. Ela acredita que projetos isolados tenham mais dificuldade para dar certo. Para facilitar, o Comina ajuda na formação dos missionários através do Centro Cultural Missionário (CCM). “O CCM é o lugar da formação [do missionário] e da reflexão sobre o projeto”, destaca Irmã Márian.

FONTE: CNBB – 13/03/2009

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