sexta-feira, 14 de março de 2008

Bento XVI alerta jovens para falso «sucesso»

Bento XVI deixou um alerta aos jovens que se reuniram esta Quinta-feira na Basílica de São Pedro, afirmando que por detrás de uma “fachada de sucesso” se esconde, muitas vezes, “uma existência vazia”. O Papa falava durante a homilia da celebração penitencial a que presidiu, antes de confessar alguns jovens da Diocese de Roma. Lembrando uma reflexão de Pentecostes feita enquanto Arcebispo de Munique, a partir do filme “Seelenwanderung” (Metempsicose), o Papa criticou os que “vendem a alma” para obter riqueza, poder, honra ou reconhecimento, não se importando de procurar o sucesso “sem escrúpulos”. "Aparentemente, o homem não perde nada, mas falta-lhe a alma e sem ela falta tudo”, atirou. Bento XVI falou da “terrível possibilidade de ser desumano, de continuar a ser pessoa vendendo e perdendo, ao mesmo tempo, a própria humanidade”. O Papa destacou a importância da celebração penitencial, do “encontro com uma acontecimento, com uma pessoa”, “que dá à vida um novo horizonte”. Assim se dá espaço à presença do Espírito Santo em nós, a alma, o respiro vital da vida cristã”, frisou, assegurando que este é um passo para “uma compreensão de Jesus cada vez mais aprofundada e alegre”. Partindo do tema da Jornada Mundial da Juventude que irá ter lugar na cidade australiana de Sidney -"Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas" -, Bento XVI disse que esse Espírito desce “para perdoar os pecados e renovar-nos interiormente, revestindo-nos de uma força que nos tornará audazes para anunciar que Cristo morreu e ressuscitou”. Depois de ter convidado os jovens a um “sincero exame de consciência” e a “permanecer sempre na estrada da conversão”, para experimentar a “verdadeira alegria”, o Papa alertou que a perda do “sentido do pecado” deriva “da perda mais radical e escondida do sentido de Deus”. Os jovens, frisou, são chamados a “oferecer ao Senhor um ‘sim’ decidido e incondicional”. Na celebração rezou-se por Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, que se encontra num estado de saúde muito delicado.

Fonte: Agência Ecclesia - 13/03/2008

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