segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Intenção Missionária de Fevereiro

“A fim de que a Igreja, consciente da própria identidade missionária, se esforce para seguir fielmente Cristo e proclamar o seu Evangelho a todos os povos”.
Na intenção de oração confiada pelo Papa ao Apostolado da Oração para o mês de fevereiro, podemos citar três aspectos importantes. O primeiro aspecto refere-se à identidade missionária da Igreja. São conhecidas as palavras de Paulo VI que apresentou a Igreja como evangelizadora por excelência, a qual nasceu para evangelizar. Uma Igreja sem zelo missionário é uma Igreja que perdeu a sua identidade, que não sabe quem é. João Paulo II reiterou: “Na história da Igreja, o impulso missionário sempre foi marcado por vitalidade, como a sua diminuição é sinal de crise de fé” (RM 1). É necessário reavivar esta consciência da Missão ainda a ser realizada em muitas regiões da terra. Um segundo aspecto da Intenção Missionária é representado pelo “esforço para seguir fielmente Cristo”. Seguir Cristo significa viver perto d’Ele, viver unidos a Ele com a oração, os sacramentos e a caridade. Seguir Cristo significa ouvir e assimilar a sua Palavra, viver segundo o seu Evangelho: dificilmente poderá ser anunciador de Cristo quem não o segue de perto e não se esforça para viver com Ele e como Ele. Esta fidelidade a Cristo traduz-se em fidelidade aos ensinamentos de sua Igreja, de seu Magistério: “Quem vos ouve, a mim ouve.” Viver na fidelidade a Cristo significa viver segundo os valores do Evangelho: obediência ao Pai, distância dos bens terrenos, castidade segundo a vocação específica de cada batizado. O compromisso do seguimento constitui uma exigência contínua de conversão, de crescimento na identificação com Cristo. O autêntico amor por Cristo leva sempre a procurar ser a cada dia como Ele, a amar o que Ele ama, a rejeitar tudo o que Ele rejeita. Somente quem possui o fogo de amor de Cristo poderá anunciá-lo de forma convincente. O terceiro aspecto diz respeito ao anúncio do Evangelho a todos os povos. Jesus Cristo é o enviado do Pai, o primeiro “missionário”. Enviado aos homens, “para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10), e “para dar testemunho da verdade” (Jo 18,37). A verdade que Jesus testemunha é o amor de Deus pelos homens, e esta é a Boa-Nova, o Evangelho que Cristo anuncia e que a Igreja é chamada a continuar a anunciar: “Ide por todo o mundo...” O amor do Pai é universal, todos são chamados a conhecer este amor, a viver como filhos de Deus, atingindo assim a sua plenitude como homens. A Igreja deve sempre se sentir solicitada pelo amor que impulsiona Deus a enviar seu Filho unigênito, o seu Filho amado, que “morrendo deu a vida pelo mundo”. Rezemos para que a Igreja sinta fortemente o peso da responsabilidade a ela confiada, diante de Deus e dos homens. Sejamos fiéis ao amor de Cristo, para ser anunciadores humildes e corajosos do Evangelho. Como afirmou o Papa Bento XVI, “está em jogo a salvação eterna das pessoas”. Maria, Mãe da Igreja, nos faça crescer sempre na fidelidade a Cristo e no generoso compromisso com a Missão.

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