sábado, 29 de novembro de 2008

Assembléia do Conselho Missionário anima a Igreja em São Paulo

Famílias, paróquias e comunidades religiosas acolheram 45 representantes de 25 dioceses do Estado de São Paulo para a Assembléia anual do Comire – Conselho Missionário Regional, realizada de 21 a 23 de novembro, na sede da Obra dos Cenáculos Missionários, Região Lapa, em São Paulo. Após um momento de oração, o coordenador do Comire Sul 1, Robson Ferreira, iniciou o encontro agradecendo a presença de todos e destacando a importância do evento. “Partilhar a realidade de nossas dioceses e sonhar juntos com uma Igreja em permanente estado de missão, reforçando a colegialidade da Assembléia”.


Reunidos por sub-regiões os participantes montaram um painel da realidade, com realizações, dificuldades e encaminhando propostas. Foram destacadas algumas experiências de missão fora das dioceses, a implantação da infância, adolescência e juventude missionárias e a organização dos Conselhos diocesanos e paroquiais, - Comidis e Comipas. Ante ao apelo de uma abertura mais corajosa para a missão, observa-se ainda algumas resistências e fraca consciência missionária em relação à missão além-fronteiras.


Dom José Maria Pinheiro, bispo de Bragança Paulista e presidente do Comire Sul 1 da CNBB, o padre Alcides Costa, e o senhor Belchior Antônio partilharam uma breve experiência missionária realizada em 2007 no Japão e sugeriram um projeto assumido pelo Comire para intensificar o trabalho. Segundo o padre Alcides, “a partir do Japão, podemos olhar a situação dos brasileiros que estão em outros países cuidando para que não se fechem em si mesmos. Muitos são escravizados por serem estrangeiros. O futuro da Igreja no Japão depende da dimensão missionária. Os sacerdotes são, em sua maioria, de idade muito avançada”, observou. Dom José explicou que já está em curso um trabalho com os japoneses em Atibaia, SP, que pode servir de modelo.


Ao avaliar o conteúdo dos últimos eventos missionários, o padre Jaime Carlos Patias, imc, assim resumiu: “No encontro com Jesus, guiada pelo Espírito e interpelada pela realidade, a Igreja escuta, aprende e Anuncia o Reino de Deus para a humanidade toda”. Iluminada pela Conferência de Aparecida e respaldada pelo 2º Congresso Missionário Nacional e pelo Congresso Americano Missionário – CAM 3 - Comla 8, a Assembléia apontou como prioridades para 2009: constituir uma equipe e um programa de formação missionária para preparação interna e na missão além-fronteiras; fortalecer os conselhos e os grupos de animação missionária e participar da missão entre os brasileiros no Japão e do projeto igrejas-irmãs na Amazônia. Decidiu-se também pela inclusão de um representante da Juventude Missionária na Equipe Executiva.

Celebração e envio
No domingo, Solenidade de Cristo Rei, o encontro foi iniciado com a Oração do Cenáculo Missionário, e um gesto de partilha com os missionários brasileiros no exterior. A visita de dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo alegrou o ambiente. Em sua intervenção o cardeal destacou o compromisso missionário da Igreja no Regional. “Devemos cumprir o mandato missionário de Jesus de ir a todos os povos. Ao mesmo tempo, trabalhar na formação e conscientização missionária para que esta Igreja se comprometa com a Missão Continental na construção do Reino”, explicou. Estiveram presentes também, dom Emílio Pignoli, bispo emérito de Campo Limpo e dom João Mamede Filho, bispo auxiliar de São Paulo, Região Lapa.

Presidida por dom José Maria Pinheiro e animada pelo padre Tarcísio Sperandio, a celebração Eucarística, ponto alto do encontro, ocupou toda a manhã. O Ato Penitencial foi um momento de pedir perdão pelo comodismo missionário. Após um gesto de purificação, foi a vez de dar graças pela missão da nossa Igreja. A Liturgia da Palavra iluminou e reforçou o compromisso missionário. “Esse compromisso só é válido e verdadeiro se tiver como fundamento a prática do mandamento do amor e como gesto concreto a solidariedade como os pobres e excluídos”, disse dom José Maria Pinheiro, comentando o Evangelho. Os pedidos e compromissos foram depositados no altar. Fortalecidos pela comunhão com o Mestre, todos foram enviados às dioceses.

Ficamos felizes e animados com o trabalho que evidenciou os elementos essenciais no desafio de animar nossas comunidades na dimensão universal da Missão, diante do apelo da Missão Continental e do clamor dos povos espalhados nos cinco continentes”, avaliaram Robson e Renata Ferreira, casal coordenador do Comire no Estado de São Paulo.

Fonte: Comire Sul 1 da CNBB





segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Diocese de Sobral anima e forma JM

Olá Jovens Missionários,
Ocorreram nos dias 22 e 23 de novembro mais um encontro com a Juventude Missionária, dessa vez na diocese de Sobral, na cidade de Taperuaba -Ceará.

O encontro iniciado com um SABADAÇO, teve a presença de muitos jovens os quais mostraram seus dotes artísticos como teatro, dança, canto, instrumentais, sem contar com uma explendorosa animação dos presentes. Com esse evento jovens de diversas paróquias da diocese maracaram presença apresentando os trabalhos dos grupos.. Mais uma vez demonstram que não precisam esconder talentos jovens para evangelizarem.

No domingo passamos um dia muito animado, com dinâmicas e, é claro, formação. Debatemos formas de evangelizar os jovens e de chamá-los para os grupos.

Valeu Muito a pena ver a participação de cada um deles e também de sentir que tudo foi preparado com muito carinho por eles próprios.

Agradecemos muito a diocese de Sobral em nome da Irmã Zuleide (ZUZU, para os intimos). Sentimos que realmente nosso trabalho renderá muitos frutos gostosos!!!

Já estamos animados, formados e agora...Vamos trabalhar!!!
Justificar
Sara Guerra

"JOVENS MISSIONÁRIOS, SEMPRE SOLIDÁRIOS"
JUVENTUDE MISSIONÁRIA NE1














quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Juventude Missionária

A Juventude Missionária animada pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) é um setor da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, Obra fundada por uma leiga, Paulina Maria Jaricot (1799-1822), em 3 de maio de 1822, em Lyon (França). No Brasil existem outros grupos de Juventude Missionária que não estão vinculados às POM, que são acompanhados por movimentos, congregações religiosas, etc., possuindo, portanto, outra orientação e metodologia.

A JM animada pelas POM está surgindo como fruto da Pontifícia Obra da Infância Missionária, fundada em 1843 pelo Bispo D. Carlos de Forbin-Janson (1785-1844), em Paris (França). A Infância e Adolescência Missionária já é realidade no Brasil desde 1858 e, a partir de 1993, nas comemorações dos 150 anos de fundação, sua "chama ainda fumegante" readquiriu novo ardor, organizando-se e difundindo-se em todo o país.

O primeiro encontro da JM com representantes de algumas regiões do Brasil, promovido pelas POM teve lugar de 27 a 29 de maio de 2005, na Sede Nacional das POM em Brasília, DF. O principal objetivo do evento foi dar início à organização e articulação da Juventude Missionária.


O primeiro encontro da JM, na Sede Nacional das POM em Brasília, DF



PERFIL DO JOVEM MISSIONÁRIO

1. Possui o sentido de pertença às Pontifícias Obras Missionárias (POM), as conhece, as difunde e está disposto a levar a outros a dimensão missionária que elas oferecem.

2. Descobre sua vocação missionária que o leva a viver plenamente, a universalidade do mandato missionário de Cristo (cf. Mt. 28,16).

3. Possui una experiência viva e profunda de Cristo, está disposto a dá-lo a conhecer àqueles que não o conhecem.

4. A exemplo de Maria vive e anuncia a Boa Nova da salvação.

5. Tem visão universal, disposto a cumprir o mandato de Cristo “Vão e anunciem o Evangelho a todos os povos” (Mt. 28) e assim fazer possível que chegue a todas as pessoas.

6. É capaz de conhecer, aceitar e transformar sua realidade pessoal e social à luz do Evangelho.

7. Vive um processo de crescimento e formação integral missionário.

8. Assume responsavelmente seu compromisso missionário como batizado.

9. É testemunha autentica de vida a partir de uma espiritualidade sacramental centrada na Eucaristia, como fonte e ponto de chegada da missão.

10. Caminha participando da missão da Igreja, vivendo a riqueza da fraternidade a exemplo do testemunho das primeiras comunidades cristãs.

11. Ama sua cultura, respeita e valoriza a dos outros.

12. Com sua alegria, simplicidade e responsabilidade é testemunha de esperança, capaz de assumir novos desafios em um mundo em constante mudança.



A IDENTIDADE DA JUVENTUDE MISSIONÁRIA

  • A JM deverá estar engajada na caminhada eclesial (pastoral de conjunto).
  • A JM não é um movimento nem uma pastoral, é um grupo de jovens missionários vinculados à Obra Pontifícia da Propagação da Fé.
  • A Obra Pontifícia da Propagação da Fé poderá viabilizar projetos para o envio de jovens à Missão além-fronteiras.
  • A JM seja reconhecida e faça parte do COMIPA/COMIDI/COMIRE.
  • Os frutos da cooperação missionária destinam-se à animação missionária além-fronteiras.
  • Faz parte da espiritualidade da JM a oração, o sacrifício, a solidariedade concreta.
  • O grupo da JM deverá buscar sua auto-sustentação financeira.
  • Os padroeiros são Francisco Xavier e Santa Teresinha do Menino Jesus.


A METODOLOGIA

  • A idade proposta para os integrantes dos grupos de JM é de 15 a 25 anos.
  • O número de participantes ideal por grupo é de 12, podendo chegar a 20.
  • A metodologia proposta é a das quatro áreas integradas: Realidade Missionária (ver); Espiritualidade Missionária (iluminar); Compromisso Missionário (agir); Testemunho Missionário (celebrar e avaliar);
  • A JM promove a participação nas ações missionárias (formação) aquém e além-fronteiras.
  • Os jovens que não possuem caminhada missionária e que queiram inserir-se no grupo da JM deverão passar por um processo de formação e integração que lhe esclareça o carisma do grupo do qual irão participar.
  • O grupo de JM reunir-se-á semanalmente.
  • O grupo da JM deverá escolher entre seus membros um coordenador, e deverá buscar apoio de um assessor.


O ASSESSOR

  • O assessor deverá ser o elo entre o grupo e a comunidade eclesial.
  • O assessor não é membro do grupo, mas o orienta e garante o carisma do mesmo.
  • Um assessor pode dar acompanhamento a um ou a mais grupos.
  • Tenha uma experiência de vida missionária.


O CORDENADOR

  • O coordenador é responsável pela animação e organização das atividades do grupo.
  • O coordenador faz parte do grupo e deverá ser eleito anualmente pelos próprios colegas.

SUBSÍDIOS

  • Publicações da imprensa missionária: SIM, Mundo e Missão, Missões, Missão Jovem, etc.
  • Série Missões (POM).
  • Aproveitar as experiências dos outros países.
  • Que haja trocas de experiência e intercâmbio de subsídios entre os grupos de JM.
  • Subsídios on-line produzidos pelas POM.













quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Acampamento Missionário (CE) - 19.10.2008



























terça-feira, 4 de novembro de 2008

Juventude e santidade

“Sede santos, assim como vosso

Pai celeste é santo”. (Mt 5, 48)


Novembro nos estimula a refletir sobre a santidade. O primeiro dia do mês nos apresenta a celebração de Todos os Santos, convidando-nos a olhar para nossa vida. O que estamos fazendo para alcançar este estágio?


Juventude e santidade são duas palavras que para muitos combinam, mas, para alguns, parecem estar em contradição. Ainda assim, me atrevo aqui a dar algumas pinceladas sobre elas. A primeira coisa que devemos fazer é nos perguntar se de fato, juventude e santidade são palavras que não combinam. Uma observação necessária é definir o que é santidade. Quando mencionamos esta palavra, imaginamos duas coisas: as imagens dos santos e santas das nossas igrejas e uma realidade impossível de ser vivida para a grande maioria. Algo muito difícil, que não conseguiremos nunca e achamos que só os mais certinhos, quietinhos, calados, beatos (diriam alguns) é que conseguem viver. Será que santidade é isso? O apelo a viver a santidade nos vem de Jesus: “Portanto, sede santos, assim como vosso Pai celeste é santo” (Mt 5, 48). Paulo usa a palavra “santo” para se referir aos cristãos das comunidades. A palavra “santo” não pode ser confundida com as estátuas das nossas igrejas, mas deve ser vista como um convite a viver a vida num estilo diferente: o estilo de Jesus. Quase todos já escutamos aquela canção do padre Zezinho que diz “Amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, pensar como Jesus pensou, viver como Jesus viveu, sentir o que Jesus sentia, sorrir como Jesus sorria e ao chegar ao fim do dia eu sei que dormiria muito mais feliz”. A palavra chave é a palavra final: “feliz”. Santo é aquele que é feliz. Assim o convite à santidade é um convite à felicidade, não entendida como o mundo a quer fazer parecer, mas como proposta de vida de Jesus.


Busca dos jovens

Os jovens têm dentro de si a busca pela felicidade, aliás, é algo que faz parte da natureza humana. Deste modo, juventude e santidade têm tudo a ver. No entanto, ainda precisamos corrigir a imagem distorcida que transmitem sobre a juventude. Os jovens são irresponsáveis, inconseqüentes, vivem segundo o mundo e longe das coisas de Deus... Será que são tudo isso? Creio que os jovens de hoje são tão capazes quantos os do passado, continuam sonhando, ousando, arriscando. Mesmo que as dificuldades para se tornarem o “sal da terra e a luz do mundo” (Mt 5, 13-14) sejam hoje maiores do que nunca, temos inúmeros exemplos de santos jovens, alguns já reconhecidos como tais pela Igreja, outros tantos ainda no anonimato.


A vida de santidade é viável, pois, Deus nunca nos convida a algo inatingível. As coisas impossíveis, só a Ele pertencem. Este é um convite a nos despojarmos das vestes da antiga criatura para “vestir” a roupa nova que nos vem com o nosso batismo, quando nos tornamos cristãos, isto é, pertencentes ao grupo daqueles que se revestem de Cristo. A santidade está nas pequenas coisas do dia-a-dia, em realizar as coisas da melhor maneira possível, não basta fazer por fazer, mas é preciso fazer bem feito. Se você é estudante, estude da melhor forma que é capaz; se você já trabalha, trabalhe da melhor maneira que consiga; procure participar de algum grupo empenhado na transformação do mundo, no exercício da cidadania. Acredite, já está começando o seu caminho de santidade e ao “final do dia eu sei que você dormirá muito mais feliz”.


Patrick Gomes Silva, imc,

membro da equipe de formação do

Centro Missionário José Allamano, SP.



Precisamos de Santos


"Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.

Precisamos de Santos que coloquem

Deus em primeiro lugar,
mas que se "lascam" na faculdade.

Precisamos de Santos que tenham

tempo todo dia para rezar
e que saibam namorar na pureza e castidade,
ou que consagrem sua castidade.

Precisamos de Santos modernos,
Santos do século XXI
com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.

Precisamos de Santos

comprometidos com os pobres
e as necessárias mudanças sociais.

Precisamos de Santos que vivam no mundo
se santifiquem no mundo,
que não tenham medo de viver no mundo.

Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola
e comam cachorro-quente, que usem jeans,
que sejam internautas.

Precisamos de Santos que amem a Eucaristia
e que não tenham vergonha de tomar um refrigerante
ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos.

Precisamos de Santos que gostem de cinema,
de teatro, de música, de dança, de esporte.

Precisamos de Santos sociáveis,
abertos, normais, amigos, alegres,
companheiros.

Precisamos de Santos que estejam no mundo;
e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo
mas que não sejam mundanos"


João Paulo II
Carta aos Jovens

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

JM - Diocese de Jequie/BA