quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Centenas de jovens festejam Daniel Comboni


Para o encerramento das comemorações do cinquentenário da presença Comboniana na cidade da Maia, Portugal, aconteceu o Missão Jovem - "Um dia em missão com Comboni", foi este o tema que levou à Maia, mais de 400 jovens, vindos de vários pontos do país!

O dia de sol convidava à aventura, e a casa dos Missionários Combonianos encheu-se de cor, de sorrisos, de amor, pintados por todos os corações que ali estavam para viver ao máximo este dia!

Todos os jovens receberem o seu equipamento básico e passaporte com a sua “destinação”, e partiram em missão, num peddy paper de descoberta da cidade da Maia e de Comboni, com algumas dificuldades, mas com um convívio salpicado de muita alegria e descoberta do outro, fantásticos! Foram algumas horas de caminho, mas todos levaram a bom porto a sua missão!

O peddy paper terminou com a concentração de todos os jovens na Igreja da Maia, de onde, após um momento de Oração, voltaram para a casa dos Missionários Combonianos, enchendo as ruas da Maia de alegria, de canções e de muito entusiasmo!

O almoço partilhado e toda a dinâmica de jogos, exposições, músicas, foram preenchendo harmoniosamente o dia; ao final da tarde a Eucaristia, onde solenemente foi recebida a Tocha Missionária, que ao longo de mais de um mês foi percorrendo as paróquias, e permitindo aos jovens envolver as suas comunidades neste caminho que os levaria ao Missão Jovem; a Eucaristia foi um momento forte do encontro, com muita simbologia e oração por todos os povos.

O churrasco para retemperar forças, e a missão continuava no auditório Venepor, onde os Jovens em Movimento de Avanca, a Banda Jota da Guarda, e o Pe.Leonel Claro (em estreia absoluta), encheram de amor, de Jesus, de cor, de música, aquele espaço, onde todos cantaram, dançaram e louvaram o Senhor! Foram mais de 2 horas de concerto, de entusiasmo, de alegria e de muito amor!

No final, o Pe.Leonel Claro, a pedido de todos, assumiu, que iriam trabalhar para que no próximo ano houvesse uma Segunda edição do Missão Jovem!

O saldo não poderia Ter sido mais positivo, superou em muito as expectativas, pois, é de tudo isto que se faz a missão, de alegria, de entusiasmo e de encontro com o outro, quem partiu da Maia, ficou com vontade de voltar!

A organização do Missão Jovem está de parabéns!

Elsa Sequeira





quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Pontifícia Obra da Propagação da Fé

Esta Obra visa suscitar o interesse pela evangelização universal em todas as camadas do povo de Deus e promover nas Igrejas locais a ajuda, tanto espiritual, como material e o intercâmbio de pessoal apostólico.



BREVE HISTÓRICO

O contexto histórico missionário e cristão, no seu surgimento, não era favorável. A Igreja da França, que tantos missionários enviara e colaborou na evangelização, encontrava-se em momentos difíceis para a missão. Sofria as conseqüências da Revolução Francesa, das posteriores guerras napolitanas, dos movimentos laicistas e racionalistas: fechamento de seminários, dissolução dos institutos religiosos, paróquias sem pastores, empobrecimento do povo.


Mas este foi o ambiente e o momento escolhido pelo Espírito Santo para o despertar de um novo vigor missionário na Igreja, por meio da jovem Paulina Jaricot, filha de um fabricante de seda de Lião - França.


Paulina Jaricot (1799-1862), nasceu em Lião, França, filha de fabricantes de seda. Desde pequena entrou em contato com as missões na China e na Ásia oriental conhecendo suas imensas necessidades. Concebe um plano de ajuda aos missionários e o expõe às colegas operárias da fábrica onde trabalhava. Apresenta o plano ao vigário geral da diocese de Lião que lhe responde: “adiantaria mais você encontrar um bom marido ou entrar num convento...” Mas Paulina continuou sua obra com o grupo de amigas.


Reúne-se com as colegas operárias e rezam. Constituem-se, primeiramente, numa associação das Reparadoras. Unem-se a outras iniciativas semelhantes e fundam a Obra da Propagação da Fé, para ajudar, com a oração e esmolas, a obra da evangelização em todas as missões.


Esta Obra recebeu, desde o início, apoio dos Papas e foi acolhida pelos bispos em suas dioceses. O Papa Gregório XVI, na encíclica "Probe nostis" (1840), diz que é uma "Obra verdadeiramente grande e muito santa": Leão XIII, apoiou e contribuiu na difusão universal da Obras da Propagação da fé dedicando-lhe duas encíclicas: "Sancta Dei Civitas" (1880) e "Christi Nomen" (1894). Entre todas as Obras, diz Leão XIII, a Propagação da Fé "se destaca e brilha entre todas elas".


Pio X a qualificou como “eminentemente católica e a principal instituição para a dilatação do Reino de Deus”. Bento XV, na encíclica "Maximum illud" (1919), a primeira Carta magna da atividade missionária lança fundamentos sólidos para a missiologia. Apresenta oficialmente as 4 Obras e as recomenda aos bispos como a primeira Obra Missionária eficaz para ajudar todas as missões.


O caráter universal desta Obra grangeou muita simpatia, desde o início. Agora, como organismo oficial da Igreja para a cooperação missionária, abriu-lhe as portas de todas as dioceses, paróquias, movimentos e famílias cristãs.


É, porém, o Concílio Vaticano II que esta Pontifícia Obra Missionária, junto com as outras três, adquire a verdadeira importância, como instrumento local e prioritário da Papa, do Colégio Episcopal para a cooperação missionária da oração, da doação pessoal e das ajudas materiais para toda a Igreja.


Esta Obra inaugurou uma nova época misionária: a participação dos leigos na atividade missionária. Já não serão os governos dos países católicos quem sustentam as missões. Mas é todo o povo cristão, principalmente os pobres, os humildes, as crianças, os enfermos que cooperam espiritual e materialmente na ação missionária. Repete-se o que aconteceu no início da Igreja: todo o povo participava na difusão do Evangelho.


Pio XI, em 1922, no centenário da fundação desta Obra, por um Motu próprio transferiu sua sede de Lião para Roma, no Palácio da Propagação da Fé, constituindo-a como “organismo oficial da Santa Sé para a cooperação missionária, recolhendo as ofertas dos fiéis de todo o mundo e reparti-las entre todas as Missões”. Declara-a, junto com a Infância Missionária e a de São Pedro Apóstolo, Pontifícia.



OBJETIVOS

  • Suscitar o compromisso pela evangelização universal em todos os setores do Povo de Deus: família, movimentos, associações, seminários, comunidades eclesiais de base, paróquias, dioceses para que todos e cada cristão tomem consciência de sua vocação missionária universal.
  • Promover nas Igrejas locais, a cooperação tanto espiritual como material e o intercâmbio de evangelizadores para todo o mundo. A evangelização é, primeiramente, obra do Espírito Santo, por isso é necessário colocar a oração e o sacrifício. A Obra se propõe formar "um fundo central de solidariedade para todas as missões". Suscitar, promover, apoiar e formar vocações missionárias.
  • Manter o intercâmbio de informações e testemunhos para estabelecer laços fraternos entre as Igrejas despertando a solidariedade e a comunhão evangélica no dar e no receber.


BIOGRAFIA DE PAULINA JARICOT (1799-1862)

Paulina Jaricot nasceu em Lião (França) aos 22 de julho de 1799, de uma família proprietária de uma fábrica de seda. Desde a sua infância recebeu profunda educação cristã. Após grave enfermidade e morte da mãe, em 1816, Paulina resolveu "servir somente a Deus". Nesta oportunidade, fez voto privado de castidade e adotou um estilo de vida e de vestir das mais pobres operárias. Por meio de seu querido irmão, Filéias, seminarista do Seminhário de Saint-Sulpice, em Paris, onde se preparava para ser missionário na China, Paulina toma conhecimento e mantém-se informada da situação difícil das missões.


Paulina, além de esforçar-se em dar a conhecer as necessidades das missões (pertencia também à Associação dos Padres das Missões Estrangeiras), amadurecia em sua mente algo mais orgânico que poderia suscitar o entusiasmo e evoluir interiormente; algo, inclusive, que pudesse envolver todos os católicos e ser uma verdadeira ajuda para todas as missões indistintamente.


Ao aparecer o grande projeto de Paulina Jaricot, que um dia se converteria na Obra da Propagação da Fé, entra em conflito com a Associação. Nessa oportunidade, seu irmão Filéias, recém ordenado sacerdote, sugere à irmã que se consagre, inteiramente, a uma atividade organizada em favor das missões.


"Minha vocação - escrevia Paulina - me impedia fixar minha atenção em uma obra apenas até o ponto de esquecer-me das demais... Desejo permanecer livre para poder ir onde as necessidades são maiores". Suas outras obras foram: o Rosário Vivo (1826), a Obra de Boa Imprensa (bibliotecas populares e volantes, 1826), o Banco do Céu (1830), a Congregação de Filhas de Maria (1831).


O mundo católico considera Paulina Jaricot como uma mulher de grande visão e de iniciativas e, às vezes, movida de profunda intuição pelas quais fundou obras precurssoras de outros tempos tanto do ponto de vista espiritual como social: uma mulher de extraordinária têmpera de alma e de ampla visão das necessidades da Igreja; uma mulher verdadeiramente amante da Igreja, que viveu quase sempre incompreendida, combatida, caluniada e até perseguida pelos superiores. Paulina era de temperamento prático: todas as suas iniciativas revelam um espírito sumamente realista, capaz de dar corpo e vida a uma idéia. Suas atividades, são aparentemente simples e suscetíveis de serem atribuídas a qualquer pessoa, denotavam, porém, uma percepção exata da realidade social e espiritual de seu tempo.


As autoridades eclesiásticas, que repetidamente recomendaram a Obra aos Bispos, sacerdotes e fiéis, reconhecendo em Paulina Jaricot um instrumento dócil, generoso e heróico da Divina Providência para a evangelização, introduziu a causa da Beatificação, em 18 de janeiro de 1830. Em 25 de fevereiro de 1963, o Papa João XXIII assinou o decreto que proclama a heroicidade das virtudes de Paulina Maria Jaricot. Por isso a declarou "Venerável", o que significa que a Igreja se compromete beatificá-la. Porém, um milagre, fruto de sua intercessão é a condição, normalmente, necessária.











terça-feira, 21 de outubro de 2008

Juventude e Missão


Quando governos e estados inseriram na sua pauta de prioridades a juventude, a Igreja Católica já contava um longo e significativo percurso em investimentos e presença na vida da juventude. É interessante considerar os últimos cinqüenta anos. Contudo, é importante ter presente que a juventude sempre esteve na pauta da ação evangelizadora da Igreja Católica. Uma revisitação da história missionária da Igreja Católica comprova, de maneira significativa, esta aposta missionária e comprometida com a vida da juventude. Não tem muito tempo, no entanto, que a juventude passou a ser prioridade social e política no horizonte das políticas públicas no coração da sociedade, também da sociedade brasileira. Lamentavelmente, a realidade da juventude tenha se agravado quando se considera a violência crescente que está dizimando tantos jovens num dos momentos mais significativos de seu desabrochamento. Na verdade, há uma verdadeira guerra dizimando a juventude.

Os quadros e os números, particularmente nas periferias das regiões metropolitanas, assustam e clamam aos céus por uma ação mais incidente e rápida. Esta violência dizimando a juventude está fecundada pela pobreza e exclusão social, pelo veneno das drogas e pela permissividade da sociedade contemporânea. As políticas públicas promovidas pelas instâncias governamentais, diante do quadro complexo e da lista de necessidades dos jovens, ainda é um desempenho pouco significativo. É demandado considerar as providências, investimentos e prioridades, em relação à juventude, como urgência urgentíssima, ainda quando se deve reconhecer progressos e respostas, desde que a juventude entrou na pauta das prioridades governamentais. A Igreja Católica continua consolidando esta determinação e comprometimento com a juventude, ao celebrar neste mês de Outubro, particularmente, o Dia Nacional da Juventude, no horizonte rico e desafiador deste mês missionário.

Em outubro, mês missionário, a Igreja Católica no mundo inteiro renova a consciência do seu compromisso quando todos os seus membros são convocados a fixar o seu olhar nEle, Cristo Jesus, o missionário de Deus Pai, tendo bem presente suas palavras aos primeiros apóstolos escolhidos por Ele a quem confiou a missão: “Como o Pai me enviou, eu também vos envio, e soprando sobre eles disse: “Recebei o Espírito Santo””, Jo 20,21-22. Assim como no Evangelho de Mateus, 28,19: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Juventude e missão, um binômio que reacende no coração da Igreja a força de uma convocação para gerar comprometimentos determinantes com a vida, a vida plena de todos, particularmente dos jovens, dos jovens pobres e excluídos. A celebração do dia nacional da juventude e do dia mundial das missões, remete a todos ao tesouro de preocupações e indicações que este quase meio século último tem sido de empenho da Igreja Católica apostando e tudo fazendo pela juventude.

Já no Concílio Vaticano II, 1962-1965, acontecimento que mudou o rumo da vida e ação missionária na Igreja Católica, tornando-se fonte perene de referência de seu caminhar missionário no coração do mundo, a juventude está em pauta. Em 18 de novembro de 1965, promulga-se o Decreto Apostolicam actuositatem, sobre o apostolado dos leigos, quando se reconhece o lugar especial da juventude: “Os jovens exercem uma influência da máxima importância na sociedade atual. As circunstâncias da sua vida, a sua mentalidade e as próprias relações com a família estão muito mudadas. Enquanto, porém, cresce de dia para dia a sua importância social e também política”. A II Conferência dos Bispos da América Latina, em Medellín, 1968, um ano do protagonismo da presença da juventude, professava: “A juventude, tema digno do máximo interesse e de grandíssima atualidade, constitui, hoje, não somente o grupo mais numeroso da sociedade latino americana, como também uma grande força nova de pressão”.

Em Medellín a Igreja dedica, pois, um capítulo de reconhecimentos na realidade e de indicações para o comprometimento missionário. Em 1979, na III Conferência Geral dos Bispos da América Latina, veio a proclamação comprometedora: “A Igreja confia nos jovens. Eles são sua esperança”, reafirmando posições claras a respeito da juventude. Ali se fez uma opção preferencial pelos jovens, definindo linhas de comprometimento e de ação. Em Aparecida, 2007, a Igreja renova, em estreita união com a família, de maneira eficaz e realista, a opção preferencial pelos jovens, com o compromisso de dar novo impulso à pastoral da juventude, propondo aos jovens o encontro com Jesus Cristo vivo, seu seguimento na Igreja, a qualificação dos processos de educação e amadurecimento na fé com resposta, e a promoção plena de sua vida.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

FONTE: CNBB

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Semente na terra boa

Na paróquia Sagrado Coração de Jesus, na zona leste de São Paulo, onde trabalham há mais de vinte anos os missionários xaverianos, surge o Grupo Semeador.

Sabendo que a ju­ventude possui um desejo pro­fundo de dar no­vas respostas, enfrentar desafios, mostrar que um outro mundo é possível, e conseqüentemente, neces­sita ter um projeto de vida que a direcione para águas mais profundas, nasceu como resposta a todas es­sas inquietações o Grupo Semeador.

Essa iniciativa quer favore­cer a construção de um es­paço especial, onde o jo­vem possa ter condições de encontrar-se consigo mêsmo, com os outros e com Deus, por meio de momentos de oração pessoal e em grupo, da partilha de vida e das experiências pastorais de cada um. O contato com a Palavra de Deus é fundamental, também como as diferentes rea­lidades e vivências das pessoas. Tudo isso, sem­pre buscando concretizar a identificação com_ Jesus, nosso grande modelo de seguimento e de resposta à vontade do Pai.

Todo esse caminho é construído com os jovens, através do encontro com pessoas que gratuita­mente partilham suas experiências de Deus e mostram que vale a pena seguir Jesus. As se­mentes lançadas pelo Grupo Semeador são direcionadas a jovens que já têm atuação na comunidade e possuem alguma vivência das diversas dimensões da Fé Cristã. O Grupo bus­ca também proporcionar à juventude amadure­cimento na experiência pessoal de Deus, na fa­mília e na comunidade, sempre em comunhão com a Igreja e com todos os irmãos e irmãs.

O documento de Aparecida nos lembra que "os jovens constituem a grande maioria da popula­ção da América Latina. Representam enorme potencial para o presente e o futuro da Igreja e de nossos povos, como discípulos e missionári­os do Senhor Jesus. São chamados a ser senti­nelas da manhã, comprometendo-se na reno­vação do mundo à luz do Plano de Deus. Não temem o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido" (DA 443).

Celebrar um ano de fundação do Grupo Seme­ador é fazer memória de toda uma caminhada construída na Fé, na Esperança e na Perseve­ rança. Todos e todas são chamados e chamadas por Deus. O Grupo Semeador quer ser um instrumento de Deus na vida de nossos jovens. Louvado seja Deus que pensa em tudo! Poistudo de bom que nasce no coração do homem e da mulher para o bem da humanidade é ins­pirado por Ele.


Pe. Miguel Taboada

Abaixo, segue as fotos da animação com as crianças na favela Souza Ramos, realizada no dia 12 de outubro.












sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Música "Humildes Missionários"




quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Vida para todos os povos!

No dia 19 de outubro, penúltimo domingo do Mês Missionário, celebramos o Dia Mundial das Missões com orações, iniciativas e coletas em favor do trabalho de evangelização no mundo. As ofertas desse dia devem ser destinadas integralmente à Missão universal da Igreja e enviadas às Pontifícias Obras Missionárias – POM, por meio das dioceses. É uma oportunidade para mostramos nosso interesse e compromisso com as Missões aqui e além-fronteiras. As iniciativas propostas devem servir de estímulo para uma conversão pastoral e renovação missionária das comunidades cristãs (Cf. DA 370).

No Brasil, o tema da Campanha Missionária 2008 é “Vida para todos os Povos!” em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade, “Escolhe, pois, a Vida” (Dt 30, 19). O apelo proposto requer respostas urgentes uma vez que os problemas que ameaçam a vida da humanidade são tantos! Os povos espalhados pelo mundo esperam da comunidade missionária, pelo menos algumas soluções para garantir condições melhores em suas vidas tão fragilizadas, nas mais diversas manifestações e estágios. Conforme bem lembrou dom Erwin Kräutler, bispo de Xingu, PA, na sua profética intervenção durante o Congresso Americano Missionário – CAM 3 - Comla 8, realizado no mês de agosto, em Quito, “a humanidade pergunta a nós, comunidade missionária, que ‘recebeu a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus’ (LG 6): o que significa o anúncio deste Reino para os grandes problemas que ameaçam a humanidade? Qual é a contribuição (relevância) da comunidade missionária para a solução desses problemas?... E nós, comunidade missionária, nos perguntamos: quais são esses problemas e qual é a solução que podemos oferecer ao mundo, à humanidade e, sobretudo aos pobres? Esses problemas têm solução?”

Faz parte da natureza do cristão possuir um coração universal, inflamado de solidariedade e caridade, marca do discípulo missionário de Jesus Cristo que deu sua vida pela humanidade. Nesse sentido, as preocupações dos outros deveriam ser também as nossas. Ao lançar um olhar para a vida de todos os povos, a Campanha Missionária 2008 quer recuperar a natureza da vocação cristã. Encontramos uma maneira de aprofundar a nossa reflexão e avançar. Pensar no essencial da vida cristã nos leva a pensar também na sobrevivência da própria Igreja: discípula missionária de Jesus. Uma comunidade que se fecha sobre si mesma está destinada a morrer. É por isso que o Documento de Aparecida, desejando renovar a Igreja fala do nosso compromisso com a missão Ad Gentes. “Nossa capacidade de compartilhar nossos dons espirituais, humanos e materiais com outras Igrejas confirmará a autenticidade de nossa nova abertura missionária” (DA 379).

Fica claro que a sobrevivência da nossa Igreja depende da sua ação missionária, indo além de suas próprias fronteiras, sejam geográficas, culturais ou pessoais. Somente quando a Igreja peregrina no mundo viver seu mandato missionário revelará a sua verdadeira natureza. “Pois ela se origina da missão do Filho e da missão do Espírito Santo, segundo o desígnio de Deus Pai” (AG 2).

Jaime Carlos Patias, imc,
Diretor da revista Missões, mestre em comunicação.


Fonte: Revista Missões